Valim quer Oi subsidiando celulares e tablets


O presidente da Oi, Francisco Valim, defendeu, nesta segunda-feira (12), que empresas autorizadas passem a ter obrigações de universalização, igualando, assim, as condições de competição com as incumbents. “Nós acreditamos que o melhor modelo de negócio é o concorrencial, mas hoje a assimetria que existe é que, além da concorrência, nós temos as obrigações, então a gente carrega um duplo fardo”, disse.

Em sua palestra na Futurecom, Valim deixou claro que a concorrência existe em apenas 7% dos municípios brasileiros, enquanto a Oi está presente em 4.854 municípios, o que representa a segunda maior rede de telecomunicações do mundo, perdendo apenas para a russa Rostelecom. Além disso, enfatizou que as operadoras fizeram o maior investimento do mundo para conectar as mais de 60 mil escolas públicas urbanas, a maioria delas atendidas pela Oi.

Valim defendeu também o fim das assimetrias no mercado de TV a cabo, onde não há competição e onde o crescimento do serviço é ainda pequeno. Ele disse que a aprovação do PLC 116/2010 resolve isso, mas disse que o lançamento de produtos nesse setor pela Oi ainda dependerá da regulamentação da lei, que será feita pela Anatel.

Aparelhos

Valim admitiu que a Oi pode rever sua política em relação a subsídio de aparelhos móveis. “É uma discussão importante porque entendemos que os smartphones serão a tecnologia predominante de voz e precisamos estar preparados para isso”, disse.

 

“Conceder subsídios é uma decisão de ganhar mercado e pode ser estendida para os tablets”, disse Valim. Mas disse que a decisão ainda pode mudar, em função da queda dos equipamentos. “Se os preços baixarem muito, não haverá necessidade disso”, completou.

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