Valente espera decisão sobre anuência para compra da GVT antes do dia 19


O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, disse hoje que espera ter a anuência da Anatel para a compra da GVT antes do dia 19, data marcada para o leilão de compra das ações, prevista no edital de oferta pública feita pela Telesp. Ele ressaltou que a delimitação da data não partiu da empresa, mas …

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, disse hoje que espera ter a anuência da Anatel para a compra da GVT antes do dia 19, data marcada para o leilão de compra das ações, prevista no edital de oferta pública feita pela Telesp. Ele ressaltou que a delimitação da data não partiu da empresa, mas de determinação de instrução normativa da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que estabelece prazo máximo de 45 dias para concretização da oferta.

“Nós estamos confiantes de que duas instituições públicas tenham as possibilidades de entenderem as condições impostas por cada uma delas e possam produzir um resultado que nos permita chegar a um bom termo”, disse Valente.  Ele também justificou a nova proposta apresentada ontem pela concessionária. “A nova proposta foi feita em função dos resultados da GVT no trimestre, nas reuniões técnicas que tivemos com a empresa e também com as perspectivas melhores que a economia brasileira vem apresentando. Nós entendemos que poderíamos ofertar um valor mais adequado aos acionistas e obviamente a nossa expectativa é de que eles aceitem a nossa proposta e que possam aderir em 100%”, disse.

Pela nova proposta, a Telefônica pagará R$ 50,50 por ação, o que eleva a operação à quase R$ 7 bilhões. A proposta anterior era de R$ 48,00 por ação.

Denúncia

Valente minimizou as denúncias feitas pela AET (Associação de Engenheiros de Telecomunicações) sobre provável fraude no balanço comercial da Telefônica em 2008, em cartas enviadas à CVM e ao BNDES e à SEC (Securities & Exchange Comission). “Nossa tranqüilidade é total. A Telefônica é uma empresa pública que mostra todos os seus resultados não só a seus acionistas, mas para diversos órgãos públicos aos quais devemos satisfação, como Anatel, CVM e Bolsas de Valores”, disse.

O presidente da Telefônica taxou de curiosa a forma da AET de buscar informações sobre os investimentos, por meio de ligações aos fornecedores. “Essas operações obviamente implicam em sigilo entre competidores”, avalia. Mas disse que a concessionária está pronta para apresentar seus números em qualquer instância.

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara aprovou ontem a realização de audiência pública sobre as denúncias da AET contra a Telefônica, em data ainda a ser marcada.
Valente participou hoje das comemorações dos 12 anos da Anatel, em Brasília.

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