Usuários de internet na China tem usado VPNs para contornar isolamento imposto pelo governo


Segundo reportagem do jornal Guardian, os usuários chineses tem desconfiado que o governo descobriu o sistema que eles usam para burlar o isolamento e evitar a conexão com o mundo exterior, conhecido como “Great Firewall”. Conforme os usuários, utilizar sites como o Google e o  MSN ficou mais complicado. Um grande número de universidades e as empresas começaram a alertar seus usuários para não tentar fugir do isolamento.

Desde o dia 06 de maio,  usuários dizem que as conexões via China Telecom, maior empresa de telefonia do país, epor intermedio da China Unicom, tornaram-se “instáveis” quando eles tentam acessar sites estrangeiros com base em uma rede virtual privada (VPN ) o método preferido para enganar os censores da China. Até mesmo a loja da Apple foi colocada fora do campo de acesso dos usuários.

Essa interrupção no acesso afetou principalmente as ligações das empresas e universidades, enquanto ligações domiciliares que utilizam sistemas de banda larga padrão não foram afetadas, de acordo com o blogueiro de tecnologia chines William Long.

Normalmente, o fluxo de tráfego através de ligações VPN é seguro porque é criptografado, o que significa que as autoridades chinesas não conseguiam detectar qual o conteúdo estava sendo acessado. Ou seja, com uma conexão VPN de um local dentro da China o usuário se comporta no mundo virtual como o usuário que está fora da China. Sites como Twitter e Facebook são bloqueados na China e, usando uma VPN, o usuário chines conseguia acessar qualquer site diretamente de seu computador sem que o monitoramento do governo.

No entanto, neste mês, parece que essa forma de “burlar” não é mais eficiente. De acordo com o Global Voices Advocacy, um grupo que defende a liberdade de expressão on-line, a dificuldade de acesso e as interrupções são mais uma forma de controle do “Great Firewall”. O novo software parece ser capaz de detectar uma grande quantidade de ligações feitas para os locais de internet no exterior.

A Google repudiou o fato de que teria que censurar seus resultados de busca para funcionar dentro do país e, em janeiro de 2010, retirou-se da China. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou o uso do sistema de censura e no início desta semana os EUA disseram que iriam fornecer US$ 30 milhões para quebrar a censura na web imposta em regimes repressivos. (Da redação, com agências de notícias)

Anterior Telebrás assina primeiro acordo para uso das fibras da Petrobras
Próximos TST unificará entendimento sobre terceirização esta semana