Uso do espectro da 4G pode injetar mais US$ 53 bi na América Latina


A GSMA divulgou hoje projeções sobre o impacto econômico que a liberação do espectro AWS (Serviços Wireless Avançados, na sigla em inglês, que vai de 1,710 a 2, 170 GHz) representaria para serviços móveis 4G nas Américas e cobrou agilidade no licenciamento da faixa em sete países. 
Uma vez leiloada ou totalmente licenciada, a faixa injetaria US$ 53 bilhões na economia de Argentina, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Paraguai. Para a associação, que representa operadoras móveis de todo o mundo, acelerar a alocação dessa faixa será essencial para expandir as redes já existentes e garantir a conectividade na região.
“Em março deste ano havia mais de 234 milhões de conexões móveis na América Latina, e a previsão é que esse número cresça 30% ao ano nos próximos cinco anos. Desbloquear essa valiosa faixa de espectro AWS será vital para o desenvolvimento das redes 4G na região”, defende o diretor de Assuntos Regulatórios da GSMA, Tom Phillips.
Doze países americanos já licenciaram parte da faixa AWS. Guatemala, Nicarágua e Panamá ainda não decidiram alocar novo espectro para implementação de 4G. A Argentina anunciou em maio que vai licenciar espectro; em El Salvador o leilão está suspenso; no Equador e no Paraguai ainda existem segmentos vagos da banda.
Pela projeção, dos US$ 53 bilhões, US$ 30 bilhões iriam para a cadeia de valor da indústria móvel e crescimento do PIB, enquanto US$ 23 bilhões teriam impacto indireto, beneficiando outros setores. O Brasil não foi considerado no estudo por destinar a faixa de 700 MHz para ampliação do 4G e por já ter vendido a faixa de 2,1 GHz há dois anos.
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