“Universalização da banda larga não acontece sem a Oi”, afirma CEO.


O CEO da Oi, Bayard Gontijo, afirmou hoje, durante a conferência para a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, que qualquer intenção de universalização da banda larga terá que contar com a sua empresa, visto que a Oi tem a maior rede de banda larga do país. ” É impossível fazer qualquer programa de banda larga sem contar com a nossa empresa, que tem 300 mil quilômetros fibra em todo território”, afirmou.

Embora  não saiba quais sãos as regras e as condições do programa de universalização, anunciado ontem pelo Ministro Paulo Bernardo, que prevê custos entre R$ 40 a R$ 50 bilhões, o executivo afirma que a empresa irá participar do programa “em qualquer condição”.

Gontijo afirmou ainda que a discussão da concessão – que poderá ser iniciada no próximo ano – não tem qualquer relação com o processo de consolidação das operadoras de telecomunicações.

TAC

O executivo disse também aos analistas que a Oi cumprirá o prazo estabelecido pela Anatel – março de 2015- para apresentar todos os processos que serão submetidos ao TAC – acordo que permite a troca de multas por investimentos. Segundo ele, a empresa busca evitar que qualquer disputa neste processo acabe se transformando em novas obrigações no futuro.

Regulação de Portugal

Bayard não acredita que qualquer dos dois grupos que fizeram ofertas pela Portugal Telecom – seja a francesa Altice, que já tem  operações no país, sejam os fundos de investimentos Apax e Bain Capital –  tenham restrições regulatórios por parte da agência de concorrência portuguesa, mas acha que esta é uma questão que deve ser respondida por lá. Ele  afirma que a Oi negocia uma melhor proposta para seus acionistas e não há um prazo para a conclusão da venda.

Em relação aos números ruins da Oi – queda de receita, aumento da dívida – o executivo assinalou que não vai fugir de suas responsabilidades, mas que a empresa enfrentou um enorme baque recentemente (a dívida de 1 bilhão de euros da PT com a Rio Forte) e enfrenta um difícil cenário econômico.  Tem como meta cortar as despesas gerais e administrativas para diminuir o “burn cash”, visto que o fluxo de caixa da empresa está negativo em R$ 3 bilhões. Salienta, proém, que a empresa tem uma sólida liquidez, com R$ 12,8 bi em caixa, e dívidas de quatro anos.

Explicou ainda que a dívida em euros da Rio Forte, que continuará no balanço da Oi, pois não será assimilada pelos compradores da Portugal Telecom, terá uma proteção cambial, mas não a ponto de prejudicar o fluxo de caixa da operadora brasileira.

Anterior Malware modifica boleto bancário mesmo para pagamento em caixa
Próximos Distrito Federal terá WiFi gratuito em 220 pontos de acesso até final do ano