UnB pesquisa radiação de torres e constata que níveis são seguros


Professores do departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) fizeram uma pesquisa para analisar os níveis de radiação emitido pelas torres das operadoras móveis em seis estados da região Centro-Oeste e constataram que os índices estão 100 vezes menor do que a máxima potência autorizada pela Anatel. Segundo o professor Paulo …

Professores do departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) fizeram uma pesquisa para analisar os níveis de radiação emitido pelas torres das operadoras móveis em seis estados da região Centro-Oeste e constataram que os índices estão 100 vezes menor do que a máxima potência autorizada pela Anatel.

Segundo o professor Paulo Portela, um dos coordenadores da pesquisa, as medições foram feitas ao longo de 2005 em 100 ambientes onde haviam torres instaladas, várias delas compartilhadas por diversas operadoras, no Distrito Federal e nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Acre. Foram verificados os níveis de radiação em ambientes in door, como shoppings centers, e out door. Para cada torre, os pesquisadores mediram cinco pontos diferentes, previamente identificados como potencialmente perigosos.

O estudo foi feito a pedido de uma operadora móvel cujo nome a UnB prefere não divulgar. Os pesquisadores verificaram que em cerca de 60% dos ambientes em torno das torres os níveis médios de radiação não ultrapassaram 2,36% do limite médio de exposição estabelecido pela Anatel.

Em outro quesito, relacionado aos percentuais máximos permitidos que devem ser obedecidos pelas operadoras, perto de 70% das regiões medidas apresentaram valores inferiores a 0,14% do nível máximo de potência permitido. Em 2002, a Anatel publicou uma resolução (número 303) que estabelece os limites para a exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos, na faixa de radiofreqüência entre 9 kHz e 300 GHz.

Área de cobertura menor
Portela explica que os baixos níveis de emissão, além do enquadramento dos equipamentos às normas da agência, se justificam também porque as operadoras têm diminuído a área de cobertura das torres. "Hoje, com o número crescente de usuários, as áreas de cobertura estão diminuindo, o que permite níveis de potência cada vez menores para atender com qualidade", frisa o professor.   

Ele ressalta que grande parte do temor da população em relação aos níveis de radiação vem do fato de não saber como a emissão de radiação funciona. “É um assunto complexo mesmo, o que acaba criando falsas crenças”, diz. Ele lembra que, ao contrário do que muita gente imagina, as torres emitem pouca energia para baixo, no sentido vertical. Recentemente ele foi medir os níveis de radiação dentro de um apartamento no último andar de um prédio em Brasília, onde há uma torre instalada na cobertura, o que estava preocupando o morador. “Comprovamos que os níveis de sinal que o morador tinha dentro de casa eram bem menores do que os detectados na rua em frente ao prédio”, conta o professor. 

Mas o professor é da opinião de que é preciso continuar estudando o assunto para assegurar que as emissões não causam danos à saúde. Ele lembra que a Organização Mundial de Saúde e a Icnirp (Comissão Internacional para Proteção contra Radiações Não Ionizantes) já fizeram diversos trabalhos e ainda não conseguiram estabelecer uma correlação efetiva entre as emissões eletromagnéticas e problemas de saúde. Ele lembra que desde o começo do século passado as pessoas têm convivido, por exemplo, com as emissões de ondas provenientes das torres de rádio AM e FM e até agora nenhum dano à saúde ficou comprovado.

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