UIT manda fazer novos estudos sobre tecnologia do WiMAX móvel


 O grupo 8 da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que se reuniu esta semana em Genebra para discutir, entre outros, o pleito de alguns fabricantes (entre eles a Intel) para enquadrar a tecnologia do WiMAX móvel (batizada pela esquisita sigla de OFDMA-TDD-WMAN) como a sexta opção para a telefonia móvel decidiu não aprovar, no momento, …

 O grupo 8 da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que se reuniu esta semana em Genebra para discutir, entre outros, o pleito de alguns fabricantes (entre eles a Intel) para enquadrar a tecnologia do WiMAX móvel (batizada pela esquisita sigla de OFDMA-TDD-WMAN) como a sexta opção para a telefonia móvel decidiu não aprovar, no momento, esse enquadramento, e mandou que novos estudos técnicos fossem realizados.  

Segundo técnicos brasileiros que participaram da reunião, não houve consenso entre os países para aceitar essa tecnologia do WiMAX como a sexta interface aérea do IMT. Hoje, a UIT só reconhece como interfaces aéreas, entre outros, os padrões GSM, CDMA, WCDMA e EDGE. E o enquadramento da tecnologia WiMAX pelo organismo internacional abre um bilionário mercado, pois a tecnologia passa a ter aceitação mundial e a ficar apta a também ocupar os espectros de freqüência alocados para os sistemas móveis.

O pleito para o enquadramento é capitaneado pelos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França e Coréia. Mas, na reunião, a proposta sofreu ferrenha oposição da China, Síria, Irã, Itália e Alemanha. Como as decisões da UIT têm que ser consensuais, não foi aprovado. Mas foi decidido que a questão terá que ser novamente avaliada pelo sub-grupo 8F, em uma reunião a ser realizada no final de agosto, na Coréia.  O Brasil manteve-se neutro nessa discussão.

Entre os quesitos técnicos que precisam ser reavaliados estão o hand over (passar de uma célula para outra sem sofrer descontinuidade), circuit switch (a comutação de dados) e a máscara de emissão.  

 

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