UE pressiona para que 5G seja implantada mais rapidamente na Europa


smartphone-cidadePearse O’Donohue, diretora da Future Networks da Comissão Européia, enfatizou que a 5G é fundamental para muitas das políticas de desenvolvimento econômico e social da comissão. Segundo o executivo, seu objetivos da Sociedade Gigabit, parte do Digital  Single Market, só podem ser bem sucedidos se a plataforma for lançada em todas as partes da União Europeia até 2025.

Para ele, a Europa precisa de um regime regulatório leve, flexível e favorável ao 5G. Entre as prioridades da Comissão está a de identificar o espectro de rádio necessário para permitir que 5G seja testado e desenvolvido rapidamente, dando confiança aos fabricantes de dispositivos e criando um quadro claro para o licenciamento a ser realizado.

As perspectivas não parecem favorecer muito a disposição de O’Donohue. Os movimentos para o lançamento da tecnologia 5G estão mais concentrados nos Estados Unidos e na Ásia e as operadoras europeias não têm se engajado com o mesmo afinco.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a guerra entre as operadoras já é visível. Depois de a Verizon anunciar que iria cobrir cinco cidades com essa plataforma até o final do ano foi a vez da AT&T declarar que teria 12 cidades com a tecnologia. Durante o Mobile World Congress 2018, o CTO da operadora, André Fuetsch, disse que espera que a tecnologia 5G faça com que as telcos deixem de ser apenas aquelas que fornecem o “tubo” da conectividade.

Também no evento, a T-Mobile anunciou que pretende construir uma rede 5G em 30 cidades norte-americanas utilizando equipamentos da Ericsson e Nokia nos espectros de 600 MHz, 28 GHz e 39 GHz. A Sprint, por sua vez, fala em estabelecer uma base para 5G com implantações Massive Mimo em seis cidades até dezembro.

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