TVs universitárias defendem parceria com emissoras comerciais


O diretor técnico da ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), Alexandre Kieling, defendeu hoje, 3, em audiência pública no Conselho de Comunicação Social, que é necessário construir novos modelos de negócios para financiar a TV aberta que não seja o que está em vigor, fundamentado apenas na venda da publicidade. Ele lembrou que o percentual …

O diretor técnico da ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), Alexandre Kieling, defendeu hoje, 3, em audiência pública no Conselho de Comunicação Social, que é necessário construir novos modelos de negócios para financiar a TV aberta que não seja o que está em vigor, fundamentado apenas na venda da publicidade.

Ele lembrou que o percentual de verbas de publicidade destinado às mídias tradicionais, como as TVs, rádios e jornais, vem caindo porque os recursos estão sendo pulverizados para outras ações de marketing, como shows e projetos sociais. Para ele, a adoção de um modelo de negócios que inclua definição padrão (standard) e multiprogramação,  possibilitando que o telespectador inclusive pague para ter acesso a alguns conteúdos, pode ser uma saída para identificar novas fontes de receita.

O diretor da Central Globo de Engenharia, Fernando Bittencourt, argumentou que nos países onde o modelo de multiprogramação foi implantado, com o pagamento pelo acesso a alguns conteúdo, a experiência não deu certo e as emissoras tiveram que voltar atrás e retomar as transmissões abertas e gratuitas. “Os 50 países que operam TV digital terrestre hoje, no mundo, o fazem com base em publicidade”, disse Bittencourt.

Parceria

No caso das TVs universitárias, Kieling sugeriu que elas façam uma parceria com as TVs comerciais na qual os pesquisadores brasileiros possam desenvolver novos formatos de conteúdo e, em troca, as universidades poderiam ser remuneradas com royalties. “Gastamos muito com o pagamento de royalties a programas importados”, comentou. Ele alertou, entretanto, que embora o governo tenha a intenção de anunciar, em breve, qual o sistema de TV digital que será adotado no Brasil, o Executivo ainda não começou a discutir o papel das TVs públicas e universitárias na mudança da tecnologia análogica para a digital e nem com que recursos essas emissoras farão a migração. Na avaliação do diretor da ABTU, se o governo optar por escolher um sistema agora, sem aprofundar a questão do financiamento, a decisão poderá significar o desaparecimento do sistema público de TV. 

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