TV paga é único serviço a ter aumento de reclamações na Anatel


shutterstock_Consumidor_call_center_mercado_atendimento_burocracia_regulacaoA TV por assinatura foi a única categoria de serviço de telecomunicação a ter aumento de clientes insatisfeitos no mês de junho. Ao menos é o que demonstram os dados de atendimentos feitos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A autarquia registrou 60 mil reclamações sobre serviços de TV paga, 1,9% a mais que em junho de 2016.

As reclamações dos clientes sobre outros serviços caíram. A telefonia móvel foi alvo de 131,6 mil queixas (-15,6%). A telefonia fixa, de 60 mil (-21,9%). E banda larga fixa, de 42 (-10,4%). Ao todo, a Anatel registrou 276,8 mil reclamações. O número representa uma queda de 14,1% na comparação com o mesmo mês de 2016.

Principais queixas

Reclamações sobre cobrança lideraram, em junho de 2017, o total das queixas recebidas pela agência reguladora nos serviços de telefonia móvel pós-paga (51,93%), TV por assinatura (49,37%) e telefonia fixa (37,29%). O maior conjunto de reclamações na banda larga fixa foi o de qualidade do serviço (46,60%). Na telefonia móvel pré-paga foram queixas relativa a créditos (49,57%).

O segundo lugar no maior conjunto de reclamações foi para a cobrança na banda larga fixa (21,95%), e para a qualidade do serviço na telefonia fixa (23,12%) e na TV por Assinatura (11%). Reclamações relativas a ofertas, como promoções e bônus, foram também o segundo maior grupo de queixas na telefonia móvel pré-paga (15,51%) e pós-paga (10,21%).

Na telefonia móvel pré-paga, reclamações sobre qualidade formaram o terceiro maior conjunto de reclamações (11,66%). Na banda larga fixa foram queixas relativas a instalação ou habilitação do serviço (10,67%). As reclamações relativas às ofertas ocuparam o terceiro lugar na TV por assinatura (9,14%). E na telefonia móvel pós-paga (8,57%) e na telefonia fixa (8,01%) foram queixas relativas a cancelamento.

Empresas

Todas as prestadoras de telefonia móvel apresentaram redução no número de reclamações em junho de 2017, comparado com o mesmo mês de 2016. A Tim foi a que apresentou a maior diminuição em números absolutos, registrou 43,7 mil reclamações em junho de 2017 (queda de 2,6%), seguida pela Vivo, com 32,2 mil (-20,4%), Claro, com 29,9 mil (-12,9%), Oi, com 16 mil (-33,4%), e Nextel, com 9,4 mil reclamações (-22,1%).

Na telefonia fixa, todos os grupos acompanhados pela Agência também apresentaram redução em junho de 2017 em comparação com o mesmo mês do passado: Oi, com 30,7 mil reclamações (-29,9%), Vivo, com 19,5 mil (-14,8%) e NET/Claro, com 7,9 mil (-4,2%).

Com 3,3 mil reclamações registradas em junho de 2017, somente a Oi apresentou queda no volume registrado pela Agência Nacional de Telecomunicações na TV por Assinatura (-39,5%). Os outros grupos acompanhados pela agência reguladora apresentaram aumento: Net/Claro, com 18,9 mil reclamações (+7,2%), Sky, com 16,3 mil (+10,7%) e Vivo, com 2,5 mil (+7,3%).

Os dados de junho na banda larga fixa em comparação com o mesmo mês do ano passado indicaram redução para as prestadoras Oi, 18,1 mil reclamações em junho (-20%), e Vivo, 12,1 mil (-6,3%). A NET registrou aumento, 6,5 mil queixas (+8%).

 

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2 Comments

  1. Pedro
    15 de agosto de 2017

    A queda no número de queixas contra a Oi não deve ter sido por causa da melhoria na qualidade do serviço, e sim pela debandada de clientes.

  2. 16 de agosto de 2017

    Prezado Editor,
    Permita-me discordar da conclusão chegada na matéria acima, hoje postada.
    Na minha opinião a razão do aumento das reclamações na TVA e que certamente aumentará mais ainda em julho e agosto, é que as operadoras não se conformam agora (mas somente agora) de ter contrato com seus assinantes contendo clausula de reajuste anual baseado no IGP-M e que este índice passou a ser negativo desde o mês de junho.
    Para driblar este fato econômico, para não terem de rebaixar ou manter a tarifa de seus serviços e para enganar seus assinantes, as operadoras resolveram, por sua conta e ilegalmente, reajustar os serviços fora da data base e com índices muito superiores ao estabelecido no contrato.
    Como a cada dia o assinante está mais esperto e acompanha os valores cobrados, é natural que as reclamações se acentuem.
    A título de exemplo, tenho duas instalações da Net e em ambas houve cobrança abusiva desde o mês de junho. As reclamações junto a operadora não surtem mais efeito e os assinantes já aprenderam que a única solução é recorrer à Anatel, que mesmo assim está tardando muito em soluciona-las.