TV comercial não vai oferecer multiprogramação


A multiprogramação – ou seja, a possibilidade de o telespectador ter acesso a mais de um programa de televisão no mesmo canal – , uma das vantagens  da TV digital, não será implementada pelas emissoras de TV comerciais   brasileiras. A decisão dos radiodifusores de ocupar os novos 6 MHz de freqüência que irão receber da …

A multiprogramação – ou seja, a possibilidade de o telespectador ter acesso a mais de um programa de televisão no mesmo canal – , uma das vantagens  da TV digital, não será implementada pelas emissoras de TV comerciais   brasileiras. A decisão dos radiodifusores de ocupar os novos 6 MHz de freqüência que irão receber da União com um único programa de TV foi  confirmada hoje, 29 de junho, pelos executivos das duas maiores redes de TV- a Globo e a SBT, logo após a solenidade no Palácio do Planalto.

Segundo Roberto Franco, diretor da SBT, não é economicamente viável para as emissoras de TV, cujo modelo de negócios está calcado na gratuidade da transmissão, e na sua sustentação econômica pela publicidade, fazer mais do que uma programação digital. “A nossa aposta é na alta definição e na portabilidade”, afirmou.

Segundo Franco, as experiências de outros países – que optaram pela multiprogramação – não podem ser exemplo para o Brasil porque, explica, essa opção prevê a convivência de canais gratuitos e canais pagos, o que não é permitido pela legislação brasileira. “Não temos outorga para cobrar por qualquer outro serviço. Nossa concessão é para a transmissão dos sinais de TV gratuita”, completa.

Franco entende que a ausência da multiprogramação não impede que a digitalização da TV traga ganhos para o telespectador, já que, explica, a intenção das emissoras é produzir o máximo de conteúdo possível em alta definição.
 
As experiências internacionais demonstram, no entanto, que a produção em alta definição ocupa ainda poucos os horários nobres da grade de programação das emissoras.

 Segundo Franco, mesmo que nem toda a programação seja feita em alta definição o telespectador brasileiro terá interesse em migrar para a TV digital, já que,  entende, a imagem é muito melhor. “O brasileiro quer uma imagem melhor, sem chuviscos ou fantasmas. E isso, a TV digital, mesmo no padrão standart, irá oferecer”, afirmou.

Já o vice-presidente das organização Globo, João Roberto Marinho, ao ser indagado sobre a multiprogramação, afirmou que a intenção da emissora é fazer alta definição. “A aposta da rede Globo é que a qualidade da imagem é fundamental para o canal aberto de TV”, concluiu.

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