Conforme a proposta lançada na reunião de ontem da comunicação, a ser debatida amanhã na reunião do Gired – que reúne a Anatel, os operadores de celular e as emissoras de radiodifusão – 30 dias antes da data prevista para o desligamento completo dos sinais analógicos em Rio Verde (29 de novembro), seria ampliada a tarja informativa ao pé da tela, além de mantido o símbolo da TV analógica no canto superior da tela, ampliando-se as inserções de 18 para 80 vezes ao dia. Também haveria uma cartela informativa, com as mesmas informações da tarja, ocupando 60% da tela, por 1 minuto, por pelo menos três vezes ao dia, no período de 7 às 23 horas.

A partir de 15 dias do desligamento, a cartela ocupando 60% da tela deverá ser inserida pelo menos 5 vezes por hora e terá a duração de 2 minutos, no mínimo.

Ainda conforme a proposta a ser decidida amanhã, com a efetivação do desligamento dos sinais, no canal onde havia a transmissão dos sinais analógicos deverá ser mantida a cartela informativa bloqueando 100% da tela, e informando o novo canal onde está sendo transmitida a programação digital.

SEM O DESLIGAMENTO

Mas o grupo já trabalha com a  hipótese  de não haver o desligamento da TV em Rio Verde. Decisão que só poderá ser tomada pelo Ministério das Comunicações. Uma das condições para que a TV analógica seja desligada é que 93% dos lares que recebem os sinais de TV aberta estejam prontos para captar os sinais de TV digital.

O problema é apurar e chegar nesse percentual. Não há ainda informação precisa sobre qual é o percentual de casas  já contemplado com a TV digital na cidade, mas alguns interlocutores comentam que ele não chegou a 70%. Então, o grupo  tem mesmo que se preparar para uma decisão de adiamento do cronograma. (Seus impactos políticos e econômicos serão analisados depois).

E, conforme a proposta na mesa, se houver o adiantamento, não deve haver descontinuidade das ações, ao contrário, elas deveriam até mesmo ser aceleradas. Mas alguns interlocutores estranham essa tomada de posição,  entendem que caberia ao Ministério das Comunicações  decidir sobre  o não  desligamento do sinal e o que fazer depois de tal decisão.

Pela proposta apresentada ontem na reunião da Anatel, se não houver o desligamento pleno dos sinais conforme o cronograma do governo, os canais analógicos continuariam a ter tarja informativa ocupando 60% da tela, três minutos por inserção, pelo menos cinco vezes ao dia – nos horários entre 7 e 23 horas, por tempo indeterminado. Ou seja, a programação dos canais não voltaria a ser exibida normalmente, até que se retomasse o processo de digitalização dos sinais.