TST aprova aumento de 3% para trabalhadores dos Correios


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quarta-feira, 2, que os Correios devem dar um reajuste salarial de 3% para os trabalhadores, podendo descontar em três parcelas mensais os sete dias de trabalhadores que aderiram à greve no mês passado. Durante o julgamento do dissídio da categoria, o TST decidiu também pela exclusão de pais e mães dos funcionários do plano de saúde da empresa.

Em nota, a estatal afirmou que vai cumprir integralmente a decisão. Disse que o aumento deve ter impacto no balanço financeiro, uma vez que os custos com funcionários são 62% dos gastos da estatal, que prevê prejuízo de R$ 1 bilhão em 2019. Desde agosto, a ECT está inserida na lista de estatais a serem privatizadas, mas o governo precisa do aval do Congresso Nacional.

A decisão foi considerada como uma vitória dos empregados, pois a proposta da empresa era de aumento inferior a 1%. Agora, eles querem aumentar a mobilização para manter a empresa como estatal. “Superada essa questão das negociações trabalhistas, o foco agora é tratar da questão da intenção de privatização dos Correios”, afirma Marcos César Alves Silva, vice-presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP).

A permanência de pais e mães no plano de saúde era a principal divergência entre empresa e trabalhadores. O relator do processo, ministro Maurício Godinho Delgado propôs a manutenção de pais e mães no plano, mas seu voto foi derrotado. Segundo os Correios, a manutenção no plano de saúde da empresa custaria cerca de R$ 500 milhões por ano.

O TST também decidiu que as outras cláusulas econômicas e sociais do atual acordo de trabalho da categoria devem ser mantidas pela empresa por dois anos.

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