Trump desiste de banir a ZTE do mercado americano


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de proibir a ZTE de comprar componentes para seus aparelhos no mercado americano e de vender produtos no país. A medida, que foi anunciada em abril, fez a fabricante suspender as operações em todo o mundo e forçou a negociação de termos comerciais entre China e EUA.

Hoje (22), Trump afirmou que, em vez do banimento, vai impor multa de US$ 1,3 bilhão à ZTE. Também vai obrigar a empresa a demitir todo o seu comando.

Conforme a agência de notícia Reuters, congressistas republicanos e democratas já resistem à ideia, uma vez que a fabricante comercializou tecnologia norte-americana com o Irã. No Senado, uma comissão aprovou texto que tem como finalidade dificultar a retirada de sanções a empresas chinesas por parte do poder Executivo.

Trump, no entanto, disse em coletiva de imprensa que o banimento da ZTE teve impacto sobre as receitas de empresas locais. “Eles podem pagar um grande preço sem necessariamente afetar todas essa empresas americanas”, afirmou.

Segundo suas estimativas, algumas fornecedoras de componentes tinham de 25% a 30% das receitas oriundas dos negócios com a empresa chinesa. Outras empresas que sofreram com o banimento foram Google e Qualcomm. A primeira, licencia o sistema Android para os celulares da ZTE. A segunda, os chipsets.

A ZTE é a segunda maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China, com receita anual de cerca de US$ 17 bilhões, atrás apenas da Huawei.

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