Trilha digital da cana deverá favorecer produtividade de “três dígitos”


Marcos Landell – Diretor do IAC Centro de Cana | Foto: Nivea Dias

A cultura da cana de açúcar tem um potencial elevado, mas vive um momento de definição de estratégias importantes para conseguir aumentar sua produtividade para a faixa de “três dígitos”, alertou Marcos Landell, diretor do IAC Centro de Cana. Isso significa passar de uma produção de 80 toneladas por hectare para chegar a 110 toneladas por hectares em 2030 e nos próximos alcançar 130 ou 140 toneladas por hectare. “Precisamos gerar números e adotar estratégias a partir desses dados”, disse o executivo. Esse processo passa por uma série de variáveis, como criação de variedades de alto potencial biológico, irrigação, redução de plantio, nutrição, e outros. Mas em todos eles a trilha digital dessa produção terá um papel importante nesse desenvolvimento, ressaltou.

Presente ao AgroTIC Cana de Açúcar, realizado hoje, 31, em Ribeirão Preto (SP), Landell cita alguns projetos em andamento no IAC que colaboram para esse novo ambiente buscado pela produção de cana. Entre eles está a biofábrica. “A biotecnologia cada vez mais se aproximar, nos ajudando a ter cana de melhor qualidade e livre de doenças”, disse.
Raffaella Rossetto, pesquisadora da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), informou que os mapas de produtividade utilizados tradicionalmente no acompanhamento da cultura necessitam, atualmente, ter uma visão mais holística, com a integração de vários ecossistemas nas várias fases do plantio à colheita. O uso de tecnologias como Big Data e sistemas analíticos, na sua avaliação, deverão contribuir para esse novo cenário, permitindo a integração dos dados e melhores resultados. A visão não pode ser mais das partes, mas tem de ser do todo. E temos tecnologia disponível para isso”, observou.
O evento AgroTIC Cana de Açúcar é uma realização da Momento Editorial, com patrocínio da Vivo e do BNDES.
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