Trial da PM em LTE será na faixa de 700 MHz


Anunciado pela Polícia Militar de São Paulo no final de abril, o trial, que terá a Alcatel-Lucent como fornecedora da infraestrutura, deverá ser iniciado em junho e será feito na frequência de 700 MHz. Essa foi a faixa solicitada pela PM à Anatel, para projeto experimental, e foi a escolhida não só pelas características da faixa, de maior alcance e menos dispersão do sinal, mas porque há uma tendência de ela ser eleita por diversos países para as aplicações de segurança.

De acordo com Jonio Foigel, presidente da subsidiária brasileira da Alcatel-Lucent, a empresa é fornecedora de vários sistemas para a Polícia Militar de São Paulo e, por isso, foi convidada para participar do trial. Além disso, a Alcatel-Lucent tem aplicações de segurança nesta faixa em operadoras nos Estados Unidos, cujas instalações e sistemas foram visitados por representantes da PM paulista.

Disputa da faixa

Além dos Estados Unidos que definiram a faixa de 700 MHz para aplicações de segurança (e também para o uso de outros serviços de telecomunicações), a União Europeia, de acordo com Foigel, está caminhando na mesma direção. No Brasil, o debate está apenas começando e promete muita polêmica. As frequências desta faixa, utilizada pela radiodifusão, ficarão livres a partir de 2016 quando terminar a transição da TV analógica para a digital. Os radiodifusores querem mantê-las para seu uso, mas elas são também reivindicadas pelos prestadores de serviços de telecomunicações.

O trial da PM paulista, que deverá durar três meses, vai contar com cinco sites instalados na região metropolitana e uma central de controle. Segundo Foigel, a Alcatel-Lucent vai também fornecer alguns equipamentos de usuários para serem testados e vai portar aplicações hoje usadas pela PM para o ambiente de quarta geração de telefonia móvel celular.

Ao anunciar o trial na semana passada, o tenente-coronel Alfredo Deak Jr, chefe do Centro do Processamento de Dados da PM, disse que o uso da LTE permitirá “uma mudança cultural gigantesca no modelo de policiamento, uma vez que todos os sistemas inteligentes da PM poderão ser acessados diretamente a partir dos computadores de bordo”.

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