Patuano, da Telecom Italia, diz que consolidação com Oi, só com mudança no marco regulatório pelo Congresso Nacional


Para o CEO da Telecom Itália, os investimentos em telefonia fixa no Brasil estão condicionados à mudança na lei de telecomunicações, de maneira a acabar com as “amarras” das concessões. Entre os problemas que aponta como inibidores para qualquer fusão com a Oi está a reversibilidade dos bens da concessionária. Mas ele acredita que o governo e legislativo mudam o marco regulatório no próximo ano.

O presidente da Telecom Itália, Marco Patuano, voltou a afirmar hoje, 27, que não recebeu qualquer proposta do fundo russo, LetterOne, ou mantém negociações para uma possível fusão com a Oi. Assinalou, no entanto, que, para a empresa avançar em qualquer movimento nessa direção, só o fará com a mudança no marco regulatório das concessões de telefonia fixa. Para o executivo, esse debate é urgente, e ele deve ser travado, necessariamente, pelo Congresso Nacional. ” A mudança deve ser feita pelo Congresso Nacional, e estou certo que o marco regulatório muda em 2016″, completou Patuano.

Em sua avaliação, os atuais executivos da Oi têm feito um bom trabalho, no sentido de capitalizar a empresa diminuir a sua dívida, mas o principal problema, no seu entender, são as amarras regulatórias da telefonia fixa criadas no Brasil, que desestimulam qualquer investimento nesse segmento. Entre elas, ele cita o problema da reversibilidade dos bens como um dos maiores entraves das concessões de telefonia fixa no Brasil.

“O setor exige bilhões de investimentos, a TIM está muito bem posicionada, com endividamento muito baixo e preparada para o futuro”, sinalizou Patuano.

Provocado pelos jornalistas se, ao invés de compradora, a Telecom Itália poderia ser vendedora de suas operações no Brasil, Patuano voltou a afirmar que o Brasil continua a ser o “Core Market” (mercado principal),ou literalmente, “mercado do coração” para o grupo,  e que no próximo ano vai ampliar os investimentos no Brasil, principalmente em 4G.

 

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