Tráfego na rede da Sumicity aumentou 42% na pandemia


FÁBIO ABREU, CEO da Sumicity

O trafego de dados na rede da Sumicity cresceu 42% desde março, em função da pandemia de Covid-19 e consequente isolamento social. Conforme contou o CEO da operadora regional, Fábio Abreu, na live realizada hoje, 22, pelo Tele.Síntese, a demanda seguiu alta em maio e junho, o que levou à aceleração da expansão da rede.

“Em junho, pelo segundo mês seguido, tivemos recorde de crescimento de planta, num momento tão difícil como esse, fruto da transformação digital da empresa e de outras coisas”, contou. O evento digital do qual participou teve também participação de Elisa Leonel, da Anatel, e de Fabiano Ferreira, da Vero Internet.

Comportamento novo

Segundo Abreu, a operadora vem observando a mudança do comportamento dos clientes desde então, a fim de garantir que mesmo com o fechamento temporário de lojas, o consumidor saiba como contratar os serviços. “Temos um projeto de digitalizar toda a cadeia de valor da empresa mais para a frente, não só vendas, que já é benchmark nacional: a Sumicity tem 35% das vendas em formato digital, sendo que 10% dessas vendas são 100% online”, afirmou. A ideia, contou, é fazer o mesmo no atendimento, na cobrança e nos serviços de campo, o que já está em execução.

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Um exemplo de prática que ganhou escala no período foi o sistema Assine, marca usada no e-commerce. A empresa tem 11% das vendas concentradas nas 42 lojas que possui. Mas com a quarentena, os estabelecimentos fechados precisavam ser compensados pelas plataformas digitais.

O Assine, que estava disponível em 18 cidades, e permitia a contratação online, foi ampliado para 42 cidades. “A gente teve que reinventar nosso processo de e-commerce. A gente perdeu mais de 22% do mix de canal no day after da pandemia. E rapidamente fizemos a transação, que evidentemente os clientes gostam pela eficiência, porque não tem comissão, e também é uma venda mais qualificada porque o processo é 100% automático”, contou.

Legados da crise

A Sumicity também desenvolveu um software para que agente autorizados, como lotéricas e farmácias, pudessem imprimir e receber boletos dos clientes da operadoras. “Com isso mitigando um risco que apareceu com a pandemia. E é também um legado, estamos desenvolvendo esse canal de agentes autorizados para a área comercial, e vamos lançar agora em agosto, aproveitando a capilaridade desse público que gosta de um atendimento presencial. Tem a opção 100% digital, mas tem a questão comodidade para o cliente que quer o atendimento pessoal”, acrescentou.

Outro legado diz respeito ao home office. A empresa, que tem 1,1 mil funcionários, manteve o dia a dia de todos os cargos, mas em alguns casos profissionais trabalharam de casa. E isso se mostrou eficiente, segundo Abreu, especialmente na área de gerência de rede. “Estamos pensando em manter isso a partir do segundo semestre”, disse.

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