Trabalhadores da PT prometem resistência à OPA


A Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom teme que a empresa seja retalhada caso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do grupo Sonae seja aceita. “Estamos diante de operações de caráter unicamente financeiro”, afirmou um comunicado dos empregados da empresa. Outra crítica da comissão é em relação ao preço oferecido pelo grupo de Belmiro Azevedo. …

A Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom teme que a empresa seja retalhada caso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do grupo Sonae seja aceita. “Estamos diante de operações de caráter unicamente financeiro”, afirmou um comunicado dos empregados da empresa. Outra crítica da comissão é em relação ao preço oferecido pelo grupo de Belmiro Azevedo. “É baixo em relação a operações similares”, diz o texto de documento, divulgado pelo Jornal de Negócios, de Lisboa. O valor é de 13,9 bilhões de euros pela PT e PT Multimídia.

Quanto aos dados que constam do projeto de anúncio de lançamento das operações (da Sonae), a Comissão dos Trabalhadores diz serem incipientes e fracos. O que demonstra, dizem, falta de estratégia para o negócio das telecomunicações. “Vamos organizar a luta para que na próxima assembleia geral, o Governo e os acionistas presentes votem contra a alteração dos estatutos e deitem a OPA por terra”, diz o Coordenador da Comissão de Trabalhadores da PT, Francisco Gonçalves. Segundo ele, a OPA, na verdade, não é da Sonae, mas do Banco Santander (que, oficialmente, é o financiador da operação) e da France Telecom.
 
Gonçalvez fará lobby junto ao estado português para que mantenha a golden share (ação especial com direito a veto). Caso contrário, disse ele ao Jornal de Negócios, significaria a possibilidade de grandes operadores mundiais como a Telefónica ou a Deutsche Telecom ou, ainda, grandes fundos de pensões norte-americanos assumirem o controle da empresa.

Para o mesmo jornal, Paulo Azevedo, presidente da Sonaecom, admitiu a hipótese de corte de funcionários em caso de aquisição da PT. “Este é um problema difícil, que existe, que tem sido gerido com grande custo para a empresa e que não vai desaparecer de um dia para o outro”, afirmou. Gonçalves disse que a Comissão dos Trabalhadores vai “ficar do lado da defesa dos empregos que  Belmiro (pai de Paulo) vai destruir.” Os trabalhadores do grupo PT são hoje proprietários de cerca de 0,18% do capital da empresa, o que corresponde a dois milhões de ações. (Da Redação)

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