TI/Telefónica: aval da Anatel dispara especulações na Itália


Após a anuência dada ontem pela Anatel para o ingresso da Telefónica no capital da Telecom Itália (TI), considerado o último grande obstáculo para a efetivação do negócio, a imprensa internacional destacou o início que as especulações sobre o comando da Telco, holding criada pelo consórcio ítalo-espanhol que comprou a Olímpia, e deterá 23,6% da …

Após a anuência dada ontem pela Anatel para o ingresso da Telefónica no capital da Telecom Itália (TI), considerado o último grande obstáculo para a efetivação do negócio, a imprensa internacional destacou o início que as especulações sobre o comando da Telco, holding criada pelo consórcio ítalo-espanhol que comprou a Olímpia, e deterá 23,6% da TI.

De acordo com o jornal italiano Il Corrirere della Sera, o vice-presidente da TI, Carlo Buora e o CEO Riccardo Ruggiero devem entregar seus cargos nos próximos dias, deixando aos novos donos a decisão sobre seus futuros na empresa. O periódico acrescentou que o presidente da TI, Pasquale Pistorio se encontra em posição mais precária ainda, pois, por mais que os novos acionistas o tenham em “alta estima”, isso pode não ser suficiente para garantir sua manutenção no emprego.

Candidatos

Alguns potenciais candidatos a suceder Pistorio foram apontados. O ex-CEO da TI, Franco Bernabe, que pediu demissão após o grupo ser adquirido pela Olivetti em 1999, é considerado um forte candidato, bem como Carlo Buora. E, mais recentemente, o ex-chairman do Mediobanca, Gabriele Galateri também foi apontado para o cargo. No entanto, há um aparente conflito de opiniões entre os novos acionistas sobre quem deverá comandar a Telco. Enquanto Tarak bem Ammar, membro do conselho do Mediobanca mostrou-se cético quanto a posição de Pistorio, apoiando Ruggiero e Galateri, seu colega acionista do Intesa Sanpaolo não se opõe à permanência de Pistorio, e tampouco ficaria insatisfeito com o retorno de Bernabe, citou Il Corriere.

A decisão final deverá ficar com os presidentes dos conselhos do Mediobanca e do Intesa Sanpaolo, Cesare Geronzi e Giovanni Bazoli, respectivamente. O jornal prevê que nos próximos dias a questão da liderança deverá ser solucionada. (Da Redação, com noticiário internacional)

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