TIM vai investir R$ 14 bilhões no país até 2017


Empresa divulgou nesta sexta-feira (20) o plano industrial para o próximo triênio, prevendo cobertura 4G em 80% das cidades onde atua, com mais de 15 mil ERBs LTE, 14 mil estações 3G e infraestrutura de redes heterogêneas. O presidente do grupo Telecom Italia, Marco Patuano, afirmou não ter tempo para estudar consolidação no mercado brasileiro.

A TIM Brasil vai investir R$ 14 bilhões no país no triênio de 2015 a 2017. O dinheiro, menos que os R$ 14,6 bilhões investidos nos últimos três anos, será usado na expansão das hetnets da empresa e na ampliação da 3G e da 4G. Segundo a companhia, a intenção é terminar 2017 com mais de 15 mil sites LTE e outros 14 mil 3G. Atualmente, a TIM Brasil tem 3,7 mil sites 4G e 10,4 mil pontos 3G. A meta é cobrir ao menos 80% da área de atuação com a quarta geração, oferecendo banda larga móvel. Também vai instalar mais hotspots WiFi, que deverão alcançar 5 mil pontos até 2017.

O dinheiro virá da venda de torres, como já antecipado por Rodrigo Abreu, CEO da TIM, ano passado, e da redução de dividendos distribuídos aos acionistas ao mínimo possível (25%), disse o presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, em conferência com analistas. A companhia projeta crescimento contínuo de EBTIDA no Brasil nos próximos anos.

Ele também afirmou, ainda, que não tem pensado no processo de consolidação do mercado de telecomunicações brasileiro. Questionado por analistas sobre a eventual compra da Oi ou fusão com a concessionária, Patuano desconversou. Respondeu que “está com a mesa repleta de tarefas”, sem espaço na agenda para pensar no assunto.

Ao todo, o grupo Telecom Italia, controlador da TIM, prevê investir 14,5 bilhões de euros no período. O investimento da TIM Brasil equivale a pouco mais de 4 milhões de euros. Na Itália, o conglomerado pretende cobrir 95% da população com LTE e 75% com redes de próxima geração, as chamadas NGN, tanto em banda larga fixa quanto na móvel. A meta será estabilizar as finanças locais, que enfrentam queda na receita há pelo menos dois anos.

A companhia também anunciou a estratégia para reduzir o endividamento, que ultrapassa os 26 bilhões de euros. A meta é reduzir a relação dívida/EBITDA de 3x para 2,5x. Em 2016, no mercado doméstico, o grupo já espera colher resultados dos investimentos e voltar a crescer, assim como em 2017.

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