TIM quer modelo da portabilidade para o MVNO


Apesar de apoiar o operador móvel virtual (MVNO), a TIM defende a adoção de um sistema semelhante ao da portabilidade numérica para sua implantação, com abertura de fórum de discussões entre as prestadoras móveis estabelecidas e os novos players, interessados em participar desse mercado. Segundo o gerente de interconexão da operadora, Luiz Peçanha, que participou …

Apesar de apoiar o operador móvel virtual (MVNO), a TIM defende a adoção de um sistema semelhante ao da portabilidade numérica para sua implantação, com abertura de fórum de discussões entre as prestadoras móveis estabelecidas e os novos players, interessados em participar desse mercado. Segundo o gerente de interconexão da operadora, Luiz Peçanha, que participou hoje da audiência pública sobre o tema em Brasília, da forma como o regulamento foi proposto pela Anatel, as questões estão muito abertas, o que poderá resultar em complicações para a implantação.

Peçanha sugere que seja criado um grupo de trabalho para discutir conceitos e harmonizar entendimentos para que, ao fim dessas discussões, seja estabelecido um modelo genuinamente brasileiro de operador móvel virtual. Ele ressalta a necessidade da medida para facilitar a entrada de novos players, que não atuam na área de telecomunicações. “Um grande grupo varejista, por exemplo, precisa entender o que será preciso fazer para entrar nesse mercado, porque como MVNO ele terá outras obrigações além de abrir um balcão e vender celulares”, disse.

Além do grupo de trabalho, a TIM quer que seja estabelecido cronograma para implantação do MVNO e que seja iniciada pelos mercados menos complexos até o mais complexos, tudo aos moldes da implantação da portabilidade numérica, que foi implantada em todo país no prazo de seis meses. “O modelo de portabilidade do Brasil é único e muito bem-sucedido e tem servido de exemplo para outros países”, defendeu Peçanha.

PUBLICIDADE

O gerente de Regulamentação da Anatel, Bruno de Carvalho Ramos, não vê necessidade da criação de um grupo de trabalho formal, mas acha que as operadoras e os players interessados em operar redes virtuais criem um fórum de discussão permanente. Mas assegurou que a sugestão da TIM será analisada. Ele lembra que as discussões sobre a portabilidade numérica duraram mais de dois anos e a intenção da agência é de aprovar o regulamento do MVNO ainda no primeiro semestre deste ano.

A proposta de regulamento do operador móvel virtual, lançada para consulta pública no final de dezembro pela Anatel, está prevista para ser encerrada no próximo dia 22. A norma prevê dois tipos de prestadores de serviço: o credenciado e o autorizado de rede virtual. Nos dois casos, é preciso que a operadora de origem tenha interesse em firmar a parceria.

Com o credenciado, destinado principalmente para players que não atuam no mercado, como as grandes redes varejistas, a maioria das obrigações de atendimento ao cliente permanece com a prestadora de origem. Já no caso do autorizado, que poderá ser um outro operador de telecom, muitas obrigações na prestação do serviço passam para esse parceiro, que terá, inclusive, numeração própria.

Anterior AES Eletropaulo adota soluções de GPS e Bluetooth para controle de faturas
Próximos RIM vai produzir BlackBerry no Brasil