TIM quer 20% do mercado de banda larga fixa


A TIM está fazendo uma grande aposta na rede da TIM Fiber (ex-Atimus, adquirida da AES em julho deste ano) para levar acesso à ultra banda larga para as residências. A oferta começa pelas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, e respectivas regiões metropolitanas, e será estendida para as mais de 40 cidades por onde passa a rede de fibras nos dois estados. A meta da operadora é ter 1 milhão de clientes na banda larga fixa em cinco anos, somente no Rio e em São Paulo, conquistando um market share de 20% nessas regiões. As informações foram dadas hoje pelo presidente da TIM, Luca Luciani, na abertura de um evento para analistas e investidores brasileiros e estrangeiros, que acontece no Rio de Janeiro. “As regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo representam 35% do mercado corporativo nacional”, observou Luciani.

A oferta do acesso à internet por fibra começa em março de 2012 para os clientes corporativos, e será feita de forma integrada com voz, além de parcerias com outras indústrias para serviços como o de cloud computing; e em junho para os clientes residenciais, também com serviços integrados, incluindo parceria com operadora de TV paga. No mercado residencial a conexão oferecida será de 100 Mbps e no corporativo de 1 Gbps.

Para entrar no serviço de TV paga, de acordo com Rogério Takayanagi, presidente da TIM Fiber, a operadora optou por fazer uma parceria comercial com a Sky. As negociações devem ser concluídas nas próximas semanas. “A TIM optou por não lançar um serviço próprio de TV e focar no que entende”, disse ele, lembrando que hoje a Sky não tem mais parceria com nenhuma outra operadora.

Luciani destacou que embora o Capex permanecerá estável, aos níveis de 2011, a empresa terá R$ 1,1 bilhão de sinergias em Opex e Capex. Já Takayanagi explicou que o fato da rede de fibras adquirida da AES ser uma rede aérea, em cima das linhas de transmissão da Light e da Eletropaulo, a rede de fibra chega a qualquer lugar onde tem energia. Segundo ele, enquanto o custo para uma operadora que não tem rede levar banda larga por meio da fibra para a residência de um cliente é de R$ 2,4 mil, enquanto para a TIM Fiber vai custar R$ 500 nos locais cobertos pela rede de 5,5 mil km de fibra da TIM Fiber.

Por outro lado, destacou Luciani, a área móvel poderá conectar suas antenas à rede de fibra, o que vai permitir a oferta de banda larga móvel superior a 21 Mbps para os usuários da móvel. “Vamos acelerar a rede e alavancar o acesso na 2G e na 3G”, comentou. Segundo Luciani, a operadora está fazendo o upgrade de software em sua rede em São Paulo e no Rio de Janeiro, migrando a rede 3G para a versão HSPA +, o que vai permitir elevar a velocidade máxima de 14 Mbps para 21 Mbps Para conquistar os clientes de banda larga, a TIM quer fidelizar seus clientes de voz, tanto no pós quanto no pré-pago. No caso do Infinity, seu plano para que usuários do pré-pago falem à vontade, com uma tarifa fixa por ligação, a idéia é criar uma comunidade de voz e depois levá-la para o mundo Web.

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