Suspensão de venda reduzirá em 4% crescimento da base da TIM


Entre as operadoras impedidas pela Anatel de vender novos chips a partir de segunda-feira (23), a TIM será a mais afetada, de acordo com análise do Goldman Sachs. A subsidiária brasileira da Telecom Itália poderia ter o crescimento de novos usuários reduzido em até 4%, caso fique os 30 dias sem novos acréscimos na base de clientes de telefonia móvel e internet 3G, conforme analistas do banco. O impacto na receita da TIM, no entanto, será menor, dado que a receita média por usuário (ARPU) de novos assinantes é baixa.

A paralisação na TIM, em 19 estados (incluindo Distrito Federal) acontece onde está 64% de sua base de clientes. A adição líquida a partir destes estados representa 54% do total dos novos assinantes da companhia no primeiro semestre de 2012.

A decisão da Anatel impacta pouco os resultados da Claro. Os estados de Santa Catarina, São Paulo e Sergipe representam 29% do total de assinantes e 21% do total de novos clientes em 2012. O Goldman Sachs lembrou que a Claro representa apenas 14% da mexicana América Móvil, de forma que o impacto na receita deve ser imperceptível no resultado consolidado.

A impossibilidade da Oi adicionar novos clientes a sua base em cinco estados tem impacto ainda menor, de acordo com o banco. A paralisação ocorre em localidades que representam apenas 5% do total de clientes e 16% de novos assinantes. A operação de linhas telefônicas fixas deve ajudar a mitigar os impactos adversos desta proibição. O Goldman Sachs recomendou a compra de ações da companhia, uma vez que o preço está baixo devido à queda de 4,5% do dia 18 de julho.

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