TIM mantém cautela com a 3G


Apenas 1/3 dos investimentos da TIM realizados este ano foi para a expansão da rede 3G da operadora. A maior parte dos R$ 2,3 bilhões de Capex programados pela empresa está sendo aplicada na melhoria da rede rede 2G, em capacidade e infraestrutura. Nos três primeiros trimestres do ano, a operadora investiu cerca de R$ …

Apenas 1/3 dos investimentos da TIM realizados este ano foi para a expansão da rede 3G da operadora. A maior parte dos R$ 2,3 bilhões de Capex programados pela empresa está sendo aplicada na melhoria da rede rede 2G, em capacidade e infraestrutura. Nos três primeiros trimestres do ano, a operadora investiu cerca de R$ 1,3 bilhão (16% de sua receita no acumulado do ano) e no quarto trimestre serão investidos mais R$ 1 bilhão, cerca de 18% da receita projetada pela empresa para 2009. As informações são do presidente da TIM, Luca Luciani, que participou nesta tarde de teleconferência para comentar os resultados do terceiro trimestre da TIM. Segundo ele, a partir de 2010 a TIM intensificará os investimentos na rede 3G. "Os investimentos continuarão intensos nos próximos três anos", informou.

Luciani reafirmou que o objetivo da operadora é oferecer, primeiro, um serviço de voz de qualidade para, depois, intensificar a oferta de serviços 3G. As vendas de banda larga móvel, por exemplo, estão sendo estimuladas apenas nas cidades onde a empresa já investiu na rede 3G e o serviço pode ser oferecido com qualidade, destacou. São 20 capitais, onde ele assegura que a cobertura é "muito boa", e em 50 cidades, onde Luciani define o serviço como "bom". O plano da TIM prevê ainda a cobertura, numa terceira etapa, de outras cem cidades para, futuramente, estender a cobertura para o interior do país. "A 3G é muito importante para o futuro mas é preciso tempo para desenvolver a rede", comentou.

Banda larga popular

Assim como a Claro, a TIM só irá aderir ao programa de banda larga popular, regulamentado em São Paulo, Pará e em fase de regulamentação no Distrito Federal, se o governo federal isentar as operadoras do pagamento do Fistel (taxa paga pelas celulares na habilitação de aparelhos). "Sem isso, e com a exigência do modem incluído na mensalidade da banda larga popular, não há condições econômicas de provermos esse serviço", afirmou o diretor de marketing da TIM, Rogério Takayanagi. (Da redação)

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