TIM lança produto para concorrer com AppleTV


Set-Up Box_tim
Foto: TIM Blue Box (divulgação)

A unidade de negócios TIM Fiber, da TIM, anunciou hoje (3) o Blue Box, aparelho híbrido entre sintonizador de TV digital aberta e central de entretenimento conectada. O set-top box será vendido no varejo ou pela loja online da companhia, a partir do segundo semestre. O preço não foi revelado. De acordo com o CEO da TIM Fiber, Rogerio Takayanagi, o valor será compatível com o de similares do mercado, como o AppleTV.

O produto não deve concorrer com TV paga. A intenção é ampliar o consumo de dados. Tanto que a Blue Box já vem com Netflix e Youtube. “Não temos a visão de que ser um serviço de acesso condicionado seja competência nossa, ou algo que a gente quer desenvolver. A gente vê o OTT como grande ajuda para o consumo da banda larga”, ressaltou. Segundo ele, os clientes banda larga baixam muito conteúdo em vídeo. “O tráfego é muito grande. Hoje, a TIM Fiber entrega mais conteúdo do que concessionárias [de TV]”, afirmou.

Daqui até o lançamento, a empresa fará um piloto, com cerca de mil usuários TIM Fiber em São Paulo e Rio de Janeiro, para aperfeiçoar o produto. Depois da chegada ao mercado, a meta é vender 500 mil unidades em cinco anos.

A Blue Box deve ser conectada a qualquer televisor por meio da porta HDMI, e à internet por WiFi ou cabo. O aparelho sintoniza os canais de TV Digital aberta, funcionando como sintonizador ou conversor. Possui saída de áudio digital para ser conectado a home theater. Tem uma porta USB e entrada para cartão de memória SD. Se usadas, permitem ao usuário pausar ou gravar a programação dos canais de TV. Também apresenta uma grade da programação para os próximos sete dias. O software será capaz de indicar programas ao espectador, de acordo com o histórico assistido e agendar gravações remotamente, pelo smartphone. 

O sistema roda em GNU/Linux. Inicialmente, porém, a empresa não pretende criar uma loja de aplicativos nem permitir que desenvolvedores independentes criem programas para o aparelhos. O chipset é da Broadcom, a plataforma é da Minerva Networks, o motor de recomendação foi criado pela italiana Móvile. A fabricação ficou a cargo da Unicoba, em Manaus. Segundo Takayanagi, produzir no Brasil foi uma medida importante para baratear o produto, obtendo os benefícios do processo produtivo básico (PPB).

O CEO também aproveitou para anunciar um novo pacote de banda larga, com velocidade de acesso de 70 Mbps. O plano será vendido a partir de julho nas áreas onde a TIM Fiber atua. A empresa já possui planos de 50 Mbps, 35 Mbps, e de 1 Gbps (neste caso, oferecido a apenas um cliente por bairro). O preço também não foi divulgado. Os lançamentos aconteceram durante o evento Broadband TV Connect, que debate novas tecnologias em banda larga e TV no país.

 

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1 Comment

  1. Felipe Bressane
    4 de junho de 2014

    Ótima matéria