TIM foca em mercados fixo e financeiro para crescer mais


Disputar um mercado potencial de 24,2% consumidores que exigem internet de alta velocidade é o novo foco da TIM Soluções Corporativas, que é o novo reposicionamento da marca Intelig, afirmou o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, em conferência com a imprensa, nesta sexta-feira (9). Segundo ele, atualmente a empresa detém 2% do mercado e que só atua no Rio e em São Paulo.

Aumento do portfólio, melhoria dos pontos de venda e oferta em mais sete capitais são as estratégias que serão usadas pela empresa em 2014. Já para o Live TIM, a banda larga fixa da companhia, a estratégia é ofertar velocidade de até 1.6 Gbps, a mais alta do país, com fibra óptica até o computador do usuário. Segundo estimativas da companhia, o potencial de clientes desse serviço é de 1,1 milhão de pessoas.

No segmento móvel, a TIM deve entrar pesado no mercado financeiro, com oferta de uma conta móvel pré-paga, voltada para parte da população não bancarizada, ou 50% de sua base de clientes pré-pagos. A operadora já fechou parceria com a Caixa Econômica Federal e Mastercard, recentemente aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Outra ação é o lançamento de pacotes de dados com mais opção de franquia para o pré-pago, de 10mb e 30 MB. Além da inclusão do 4G em todos os pacotes de dados e do TIMmusics em todos os pacotes pós-pagos.

Abreu informou que o subsídio de aparelhos continuará, porém focado em webcelulares e smartphones, capazes de gerar consumo de dados. Ele informou que 58% de sua base de clientes já usam equipamentos assim e 37% deles são usuários efetivos de dados. Apesar disso, no primeiro trimestre de 2014, a receita com aparelhos caiu em 4%. Para o presidente da TIM, essa queda é compatível com o crescimento menor da base de assinantes do serviço móvel, observado nos últimos meses, e também com o ambiente macroeconômico, em desaceleração.

Em outra ponta, a operadora vai começar a vender suas torres a partir dos próximos meses e aumentar as parcerias de compartilhamento e swap de redes, como forma de reduzir custos. “O foco principal da companhia é centrar seus recursos na ampliação e melhoria da infraestrutura”, disse Abreu.

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