TIM estará no leilão de 3,5 GHz. Tele inicia testes com 5G no Rio em março


A TIM quer mais espectro para ampliar a capacidade de sua rede 4G e se preparar para a futura implementação da 5G. Por isso, a companhia já vê como certa sua participação no leilão da faixa de 3,5 GHz, previsto para acontecer no segundo semestre de 2019.

Silmar Palmeira, Diretor de Inovação e Tecnologia da TIM Brasil (Divulgação/Ismar Ingber)

Conforme Silmar Palmeira, Diretor de Inovação e Tecnologia da TIM Brasil, a operadora sugeriu à Anatel que o certame preveja a venda de quatro blocos de 50 MHz na faixa de frequência. Isso atenderia às maiores operadoras do país, uma vez que há apenas 200 MHz disponíveis nos 3,5 GHz.

“É importante evitar, no leilão, a definição de um preço extremamente alto, pois isso traria consequência para o cliente final. O ideal seria a venda de blocos de 100 MHz, mas aí não haveria espectro para todas as operadoras. Com quatro blocos, consequentemente, o leilão não teria um caráter arrecadatório”, avalia.

A faixa é desejada pela tele para ampliar a capacidade da rede 4G, através de agregação de portadoras. E, em um segundo momento, para uso numa futura rede 5G. Segundo Palmeira, o primeiro caso de negócio com a faixa deverá envolver o fornecimento de banda larga fixa através da rede móvel. Ou seja, vai reforçar a capacidade do TIM Live, que hoje em dia usa os 700 MHz. Com a 5G, será usada para oferta conjunta de acesso fixo e móvel.

Testes com 5G

A operadora também participa dos testes de convivência entre sinal móvel e satelital nos 3,5 GHz, realizados por Anatel, Claro, Oi, Vivo, Ericsson, Nokia, Huawei e CPqD. Estes testes estão sendo conduzidos em ambiente da Claro/Embratel, na Ilha do Governador (RJ), e tentam identificar se filtros instalados em antenas TVRO são capazes de mitigar interferência do sinal 5G sobre transmissões de satélite na banda C.

Mas a TIM pretende iniciar um piloto todo seu com 5G em sua sede, no Rio de Janeiro, em março de 2019. “Em saindo o leilão, a TIM já inicia pilotos [fora da sede] em 2020, para haver implementação comercial em 2021 da 5G”, explica Palmeira. Mas sua expectativa é que a 5G cresça mesmo em 2022 e 2023, com a maior penetração de dispositivos.

“Aí está a beleza do 3,5 GHz. Você começa com 4G, e conforme cresce o número de dispositivos 5G, vai fazendo o refarm, diminuindo a banda para 4G e aumentado para a 5G, com os mesmos rádios”, ressalta.

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