TIM espera liberação de vendas para os próximos dias


A TIM espera para os próximos dias a liberação das vendas de novas linhas e acessos de banda larga pela Anatel. Proibida de ativar serviços em 18 estados e no Distrito Federal há mais de uma semana, a operadora está detalhando o plano de ação exigido pela agência para retirar a suspensão. Os investimentos propostos, entretanto, não serão aumentados.

Segundo afirmou nesta terça-feira (31) o diretor de Assuntos Regulatórios e Institucionais da operadora, serão realocados parte dos investimentos previstos para o ano, de R$ 3,5 bilhões, para atender as metas do plano de melhorias apresentado a Anatel. “Serão refocalizados R$ 451 milhões para atender as exigências que a Anatel impôs para aumentar a qualidade dos serviços”, disse.

O diretor de Operações da operadora, Lorenzo Lindner, o percurso de melhoria de atendimento  da companhia já dura quase dois anos e está sendo trabalhado por meio da simplificação de ofertas, dando mais transparência ao cliente, revisando procedimentos internos e impondo objetivos nos contratos com os parceiros, principalmente nos call centers. “Como resultado disso, nos indicadores do Sindec [Sistema Nacional de Defesa do Consumnidor], a TIM é a operadora menos reclamada do Brasil hoje”, disse.

Plano

Os executivos da TIM não quiseram prever os impactos negativos da punição ao balanço da operadora. “Ainda é muito cedo para definir isso. Se as coisas caminharem conforme esperamos, que é uma resolução rápida do problema, estamos confiantes no atendimento dos objetivos da companhia no final do ano”, disse Lindner.

O plano apresentado para a Anatel, considerando a padornização exigida pelo órgão regulador, é composto de três grandes capítulos: rede, atendimento e interrupções de chamadas. A parte de rede se refere basicamente a aceleração de implantação de sites. A parte de atendimento prevê sobretudo um aprimoramento da capacidade de resolver as questões na primeira ligação do cliente ao call center, reduzindo as reclamações. E para atacar as interrupções, a companhia adotará ações que trarão perceptíveis melhorias já no segundo semestre.

Além da TIM, a Oi e a Claro também foram proibidas de vender chips em alguns estados. A Oi em cinco e a Claro em três.

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