TIM entra para iniciativa global de cibersegurança


Cybersecurity Tech Accord lança manifesto no qual propõe regras para guerras digitais. Sugere que cada país nomeie embaixadores cibernéticos e se comprometa a não atacar hospitais, usinas nucleares e outros estabelecimentos de alto valor humanitário.

A Telecom Italia, dona da brasileira TIM, passou a integrar o Cybersecurity Tech Accord (CTA), iniciativa de colaboração entre empresas de tecnologias para prevenir e mitigar ataques digitais globalmente. Ao integrar o grupo, a operadora se compromete a fornecer especialistas, pesquisas e laboratórios para desenvolver soluções para a redução das ameaças em cibersegurança.

O Cybersecurity Tech Accord tem uma miríade de integrantes, entre operadoras, empresas over-the-top, e fabricantes de equipamentos. Integram o grupo ARM, BT, Cisco, Dell, Facebook, HP, Microsoft, Nokia, Oracle, Telefónica, entre outras empresas.

Manifesto

Fazem parte das articulações do Cybersecurity Tech Accord promover o uso responsável da tecnologia por governo, prevenindo guerras digitais. Nesta quinta-feira, 4, o CTA lançou um manifesto alertando para o fato de mais de 60 países deterem armas de ataque cibernético. No documento, o grupo pede colaboração entre empresas, governos e outras organizações para zelar pela segurança digital no mundo.

Para criar ambientes digitais mais seguros, o CTA pede a implementação de regras multilaterais, através da Organização das Nações Unidas (ONU). Também que sugere a assinatura de acordos bilaterais entre os país, uma vez que há lentidão na ONU para a aprovação de diretrizes gerais mundiais. Como exemplo, cita compromissos e acordos de colaboração firmados entre Estados Unidos e China (2015), China e Rússia (2015), Singapura e Estados Unidos (2013).

Recomenda também a adoção, em todos os países, de medidas de “elevação da confiança” (CBMs, na sigla em inglês). Essas medidas ajudariam os governos a se relacionar melhor no mundo cibernético.

Entre as propostas elencadas estão a nomeação de embaixadores cibernéticos que poderão ser contactados pelos governos estrangeiros; a definição de doutrinas para conflitos e guerras digitais – juntamente com o compartilhamento de boas práticas; diálogos sobre leis internacionais de cibersegurança – e consequente aderência a princípios vinculantes de comportamento; a criação de listas de estabelecimentos livres de ataques numa guerra cibernética (a exemplo do que acontece com guerras tradicionais, hospitais, usinas nucleares, igrejas, o setor bancário ficariam de fora de ataques); criação de mecanismos para que Estados sob ataque possam solicitar socorro.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) ficaria responsável por definir padrões e centralizar esforços para a cooperação no ciberespaço.

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