TIM enfatiza uso do modem 4G e promete cobertura em SP em meados do ano


A aposta da TIM, que lançou hoje (30/4) também a sua rede de quarta geração LTE (Long Term Evolution) nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, é de que o cliente desta tecnologia será o heavy user do notebook. Tanto que nos planos anunciados  durante a conferece call para apresentar os resultados do primeiro trimestre, as promoções para os smartphones eram de até 600 Mbytes, um limite de franquia baixo para quem tem 4G. Segundo seu presidente, Rodrigo Abreu, a operadora está lançando pacotes para um perfil inicial de uso, mas pode flexibilizá-los assim que aumentar o interesse por esta tecnologia. Os planos da operadora são iguais ao do 3G, mas recomenda o pacote de 10 Gbps, ao preço de R$ 129,90. O preço do equipamento sai por R$ 348,00

 

A TIM vai cobrir as outras seis cidades para a Copa do Mundo até o final do ano, conforme prevê a regra do edital da Anatel, mas Abreu salientou que na cidade de São Paulo, a rede 4G estrá pronta mais cedo, em meados do ano. TIM e Oi têm acordo de ran sharing, no qual compartilham os investimentos e cada uma constroi a rede em cidades diferentes. Abreu afirmou que o acordo de confidencialidade não permite que explicitem quais são as cidades sob a responsabilidade de cada empresa e nem quanto será a redução dos custos. Reiterou que a TIM mantém os investimentos de R$ 1,5 bilhão no triênio (13/14 e 15) e a economia será aplicada na própria rede. A Oi disse que sua economia seria de R$ 200 milhões no Capex como resultado do acordo com a TIM.

 

Conforme o balanço apresentado, apenas 20% da base da TIM, de 60,3 milhões de clientes, estão na rede 3G, embora 46% dos aparelhos em mãos dos clientes sejam smartphones, capazes de navegar na internet. Para Abreu, esses números não são contraditórios, e demonstram o grande potencial para o incremento de serviços de dados.

Estratégia

 

Abreu, que assumiu a presidência da operadora há poucos meses, apresentou também a nova estratégia,que inclue forte investimento em infraestrutura, priorizando 195 principais cidades do país; expansão da base de pós-pago e B2B; mudança de atendimento ao usuário corporativo; ampliação da transparência nas relações institucionais com agências reguladoras e desenvolvimento de programas internos de valorização das pessoas e da organização. ” Vamos intensificar o diálogo regulatório e político”, afirmou.

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