TIM em conversas avançadas para acordo de construção do backbone Manaus-Cuiabá


A TIM entregará neste semestre dois grandes projetos de construção de backbone de fibra óptica no país, ambos parte de acordos de compartilhamento de infraestrutura, e já está em conversas avançadas com outras operadoras para um acordo que viabilize a instalação do trecho Manaus-Cuiabá.

No caso da infraestrutura no norte do país, construído por acordo com a Vivo e Telebras, o trecho Tucuruí-Manaus já foi entregue e o acesso às cidades está em fase de conclusão. A perspectiva é de que, em agosto, comece a iluminação de Tucuruí (PA), que interliga com Belém (PA), permitindo a ativação de Manaus (AM). E em outubro, a ativação de Macapá (AP). No ano que vem, a TIM espera chegar com a rede à Porto Velho (RO).
 

Em parceria com a GVT, Embratel e Vivo, a construção do backbone no Centro-Oeste do país – dividida em quatro, sendo que cada uma das empresas é responsável por um trecho – será entregue até o final do mês de julho, com expectativa de inicio da iluminação da fibra óptica em agosto.

Com a conclusão dos dois projetos, a operadora cobrirá as capitais e as principais cidades do país, de forma que se impõe então a interiorização da infraestrutura. “Estamos fazendo várias discussões porque temos grandes desafios nas regiões Norte, Norteste e Centro-Oeste. São áreas muito extensas, com menos cidades e população menor. A relação investimento por habitante é complexa”, explica Cícero Olivieri, diretor da área de redes da TIM.
 

O próximo passo, segundo o executivo, é a construção da rede ligando Manaus-Cuiabá. “Já estamos negociando. Cada vez mais as operadoras trabalham juntas e há possibilidade de acordo”, declarou Olivieri. Segundo ele, as as negociações já estão em “bom nível” e, além da divisão de trechos por operadoras, modelo utilizado para construção do backbone no Centro-Oeste, as operadoras avaliam outras opções.

Mas a interiorização da infraestrutura de transmissão não ocorrerá sem apoio do governo, mesmo com acordo entre as operadoras, assinala o diretor da área de redes: “defendemos uma discussão bastante integrada com governos e operadoras para viabilizar”.

Licenciamento e direito de passagem
Da parte do governo, os últimos movimentos de isenção fiscal para novos projetos de infraestrutura de telecomunicações demonstram interesse em participar do processo de interiorização das redes de fibra óptica. No entanto, ainda há desafios colocados, especialmente no âmbito municipal. “Um ponto importante é o licenciamento ambiental. Não há padronização. Precisamos ampliar discussões para os postes, infraestrutura de energia e direitos de passagem por estradas”.
 

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