TIM diz que negócio com ativos da Oi poderia envolver aluguel ou swap


Durante a conferência dos resultados do terceiro trimestre do ano com analistas e jornalistas, o CEO da TIM, Pietro Labriola, e o CTIO da companhia, Leonardo Capdeville, defenderam que o movimento de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações não depende exclusivamente da compra de ativos da Oi pelas rivais. Segundo eles, há alternativas, como o aluguel de infraestrutura ou o swap de fibra.

Labriola reiterou o que disse durante a Futurecom 2019 a respeito de uma possível compra de ativos de backhaul ou frequências da Oi. “Se algum dos ativos estiver disponível, é nosso dever avaliar se vai agregar valor a nosso plano estratégico”, disse. Mas lembrou que outras variáveis afetam a equação. “Essa avaliação depende também do leilão de espectro, do movimento das demais empresas, ou se existem tecnologias que podem ser usadas no momento para trazer vantagem competitiva”, afirmou.

Capdeville, por sua vez, acrescentou: “O tempo todo estamos avaliando o que é melhor fazer com os ativos, se vale alugar, comprar ou fazer swap. No caso da Oi, o móvel é um ativo importante, obviamente, mas eles têm muita fibra, então a forma como isso estará disponível, fará diferença. Poderá ser não só venda, como aluguel ou swap“, ressaltou.

O CTIO da TIM disse que a companhia começou a implantar a tecnologia massive MIMO nas estações 4G. Com isso, conseguirá multiplicar em 4x a velocidade da banda larga móvel. “Já fizemos o refarming de frequências, e agora estamos trazendo ao Brasil o massive MIMO, que vai aumentar nossa capacidade usando o espectro existente. Isso mostra pra gente um futuro atingível sem adensamento dos sites”, falou.

Leilão 5G

Labriola mostrou cautela ao comentar a proposta do conselheiro da Anatel Vicente Aquino para a realização do leilão de espectro 5G.

A proposta de Aquino sugere a venda de lotes de 10 MHz na faixa de 3,5 GHz. As operadoras poderão comprar lotes até o limite de 120 MHz. A disputa se daria por leilão combinatório, em que primeiro as empresas dizem quanto de espectro querem, depois dizem qual a alocação desejada dentro da faixa. A competição em lances se dá ao longo de dias, por meios eletrônicos. As operadoras também deverão assumir compromissos de cobertura em cidades que ainda serão elencadas e para mitigar a saturação causada pelos serviços móveis sobre o sinal de TV aberta satelital transmitido em banda C.

O CEO da TIM lembro que o conselho diretor ainda não aprovou a proposta, e que por isso a operadora não tem como calcular os valores, em Capex, que poderiam ser destinados à compra de espectro em 2020. “Ainda não sabemos o nível de capex porque não sabemos o será exigido. Preferimos ter uma definição com regras claras do leilão, do que calcular neste momento, em que as regras ainda não estão estabelecidas”, disse.

Acordo de compartilhamento com a Vivo

Segundo Labriola, o memorando de entendimento (MoU na sigla em inglês) com a Vivo para compartilhamento da rede móvel 2G no Brasil, e de 3G e 4G em todas as cidades com menos de 30 mil habitantes, ficará pronto nos “próximos meses” (o CEO da Vivo, Christian Gebara disse nesta semana que houve prorrogação de 60 dias nas negociações).

Dessa forma, explicou Labriola, os efeitos positivos sobre os custos das TIM serão sentidos  apenas em 2021. “Vemos que 2020 será o ano de implementação do MoU. Portanto os efeitos sobre o Opex virão, mas terão impacto perceptível no balanço em 2021”, previu.

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