TIM defende uso da faixa de 700 MHz para o SMP


O presidente do Conselho de Administração da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, defendeu hoje a liberação da faixa de freqüência de 700 MHz, usada pela TV analógica, para o serviço móvel. Com isso, destacou, as operadoras móveis poderão atender a demanda por banda larga no país e oferecer um serviço mais barato. Segundo ele, …

O presidente do Conselho de Administração da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, defendeu hoje a liberação da faixa de freqüência de 700 MHz, usada pela TV analógica, para o serviço móvel. Com isso, destacou, as operadoras móveis poderão atender a demanda por banda larga no país e oferecer um serviço mais barato. Segundo ele, o uso dessa faixa de frequência pode reduzir em até três vezes o custo do serviço, já que quanto mais baixa a frequência, maior é a sua amplitude.
 

“As operadoras móveis têm interesse em atender o mercado de banda larga e têm mais facilidade que as fixas para levar a infraestrutura para áreas rurais, favelas e outras regiões de acesso mais difícil, mas deparam-se com dificuldades que precisam ser superadas para a ampliação dos serviços, a principal delas a limitação de freqüência”, comentou o executivo no debate sobre a ampliação da banda larga e a última milha, no 17º Encontro Tele.Síntese, realizado pela Momento Editorial. Ele lembrou que em 2011 os acessos móveis vão superar o número de acessos fixos (estimativa da própria Anatel) e destacou que a região metropolitana de São Paulo concentra 26% dos usuários de banda larga, atendidos por quatro operadoras, que dispõem 80 MHz de espectro cada e oferecem uma velocidade média de 500 Kbps. “Em 2010 esse espectro estará esgotado e em 2011 não haverá espectro de freqüência na capital”, alertou.

Além do problema do espectro, disse Mario Cesar, existem outras complexidades, inclusive na ampliação da cobertura, com as leis municipais, tanto ambientais quanto as que restringem a instalação de sites. “Cada município tem uma legislação diferente, por isso é importante que seja sancionado pelo presidente da República projeto que está sendo aprovado para regular a instalação de sites nos municípios e estados”, defendeu. Outra dificuldade é o volume de impostos pagos pelo setor. Ele reclamou que o governo do Paraná acaba de aumentar a alíquota de ICMS sobre os serviços e lembrou que o governo federal reduziu o IPI sobre automóveis, para que a indústria mantenha o nível de empregos. “No entanto, o setor de telecom hoje, incluindo os call centers, já emprega mais que o setor automobilístico”, observou o executivo, reivindicando redução de tributos.

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