TIM confirma proposta não-vinculante pela Nextel Brasil


Amos Genish, CEO da Telecom Italia, afirma que tem interesse por mais espectro e também por infraestrutura de rede. Mas ressalta que não pode detalhar a proposta, nem que considera a compra da Nextel obrigatória para o crescimento da TIM Brasil.

A TIM fará uma proposta de aquisição da Nextel Brasil. A informação foi revelada por Amos Genish, CEO da Telecom Italia, controladora da TIM Brasil, durante a conferência de resultados do grupo no terceiro trimestre.

Perguntado se poderia confirmar rumores de que a operadora teria uma proposta pronta, ele respondeu que, sim. “Não podemos revelar detalhes da atividade. Mas posso dizer que temos interesse nos ativos. Estamos em fase inicial, e qualquer desenvolvimento nesta fase é não vinculante. Mas vamos buscar os próximos passos a fim de compreender melhor a oportunidade”, disse Genish.

O executivo afirmou, ainda, que embora a TIM Brasil tenha metas de crescimento orgânico, não deixará passar oportunidades. “Se qualquer fusão ou aquisição for complementar, ficaremos felizes em realizá-la a fim de ampliar nossa competitividade”, ressaltou.

Segundo ele, o ativo mais interessante buscado pela TIM é “espectro complementar”. Infraestrutura fixa também faz sentido para ofertas convergentes. “Se a Nextel estiver no nosso caminho, tudo bem. Mas não é uma aquisição obrigatória”, acrescentou.

A Anatel aumentou a quantidade de espectro que uma operadora pode ter na última semana, abrindo oportunidades de fusão no setor. A Nextel tem outorga de uso para frequências em 800 MHz e 1,8 GHz em serviço móvel especializado, e 2,1 GHz no celular.

A TIM, por sua vez, vem usando todo espectro de que dispõe para ampliar sua cobertura em 4G, tanto para a oferta de telefonia móvel, quanto de banda larga fixa por LTE.

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1 Comment

  1. Rogério Pires
    12 de novembro de 2018

    Creio que se bem calculada, a aquisição pode ser uma boa para a TIM, levando-se em conta o aumento de frequências com a aquisição (pode melhorar significativamente a qualidade dos serviços); tirando isso, estrutura fixa e mesmo os possíveis clientes “pós” da Nextel, a meu ver, agregaria pouco.