TIM colhe bons resultados de 4G na faixa de 1,8 GHz


O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, afirmou hoje(13, durante a conferência para a divulgação dos resultados de 2014, que a empresa já está fazendo testes-pilotos em algumas cidades brasileiras com a tecnologia LTE na frequência de 1,8 GHz. “ Os testes estão trazendo um retorno excepcional”, afirmou o executivo, explicando que o refarming desta faixa será feito à medida em que os clientes que têm a tecnologia 2G migrem para tecnologias mais avançadas.

O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, afirmou hoje(13, durante a conferência para a divulgação dos resultados de 2014, que a empresa já está fazendo testes-pilotos em algumas cidades brasileiras com a tecnologia LTE na frequência de 1,8 GHz. “ Os testes estão trazendo um retorno excepcional”, afirmou o executivo, explicando que o refarming desta faixa será feito à medida em que os clientes que têm a tecnologia 2G migrem para tecnologias mais avançadas.

A renovação desta frequência pela operadora depende ainda de aval da Anatel, já que  a procuradoria da agência apontou que a empresa teria perdido o prazo para formalizar o pedido de renovação por mais 15 anos desta frequência e propôs a não prorrogação desta licença. Parecer da AGU (Advocacia Geral da União) apontou, no entanto, que não haveria ilegalidade na prorrogação da licença. A agência deverá decidir a questão em 26 de março, mas pelo menos um conselheiro está irredutível pela cassação da atual licença e lançamento de nova licitação.

Durante a conferência, Rodrigo Abreu afirmou que a TIM está bem confortável para suportar o forte incremento de consumo de dados projetados pelo setor, porque possui frequências de 850 MHz (neste caso, porém, a empresa não tem o footprint nacional),900 MHz, 1,8 GHz, 2,1 GHz, 2,5 GHz e a nova frequência de 700 MHz, que estará liberada a partir de 2016.

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O executivo assinalou que  os estudos da nova empresa que vai administrar a limpeza da faixa de 700MHz – a EAD- apontam que um grande número de cidades brasileiras  poderá ter o uso desta frequência pela banda larga móvel ainda este ano.

Conforme os números apresentados, a base de smartphones da TIM já representa 49,5% do total de seus clientes – 75,7 milhões – e o pacote de dados, 44,6% do total de usuários.

Interconexão

Segundo Abreu,  a dependência da empresa às receitas de VU-M está diminuindo sensivelmente. Se em 2010, a VU-M representava 32% do EBITDA, este ano a exposição à VU-M era de 18%. A expectativa do executivo é de que em dois ou três anos as receitas desta taxa de interconexão (cujo valor está caindo acentuadamente, por decisão da Anatel) não representem mais do que  2% do total.

Abreu acredita ainda que a queda nas receitas totais da empresa verificada em 2014 não se repetirá em 2015. Ele disse que as receitas vão se estabilizar e voltar a crescer ainda este ano.

Banda Larga Fixa

O executivo reforçou que a empresa está interessada em participar do Programa Nacional de Banda Larga em elaboração pelo governo, conforme havia anunciado o CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, quando esteve em reunião com o ministro Ricardo Berzoini, principalmente no que se refere à construção de capacidade de rede (backhaul e backbone), mas aguarda a formatação final do governo para se posicionar. “Esperamos que o programa corrija ineficiências de mercado, mas queremos participar do programa, quando ele estiver disponível”, completou.

O anúncio dos investimentos do triênciao 2015/2017 será feito no próximo dia 20 de fevereiro, em conjunto com a Telecom Italia. Mas eles serão “sensivelmente” elevados.

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