TIM Brasil vai investir R$ 12,5 bilhões até 2021


A TIM publicou hoje, 21, seu plano industrial para o triênio 2019-2021. A companhia revisou para baixo a projeção de crescimento de receitas, mas tornou mais agressiva a meta de expansão do EBITDA – Capex no curto prazo, como se vê na tabela abaixo. O Capex total no triênio será de R$ 12,5 bilhões, 4% mais que a previsão do triênio anterior.

A companhia lembra entregou os resultados previstos para 2018 apesar de um cenário econômico ruim. Ressalta que esperava crescimento maior, o que não aconteceu. Mesmo assim, bateu a meta de expansão de receitas e de expansão do EBITDA – Capex.

Para o triênio que se inicia, os resultados serão obtidos com redução de gastos e aporte de capital em infraestrutura de rede e TI.

“A TIM, nesse novo triênio, reafirma seu compromisso com (i) a preservação de uma abordagem austera no controle de custos, visando elevar a rentabilidade de sua operação, e por isso mantém a meta de atingir o patamar de 40% de Margem EBITDA em 2020, bem como (ii) a alocação eficiente do capital, caracterizada pela destinação do CAPEX em projetos de ampliação e modernização da infraestrutura (rede e TI) e (iii) a contínua expansão da geração de caixa traduzida pela elevação do indicador de EBITDA – CAPEX sobre a Receita para o patamar de 20%”, traz o comunicado ao mercado.

Prioridades

A empresa definiu uma série de prioridades para o período 2019-2021, divididas em cinco frentes: Consumer, Móvel B2B, Digital, Infraestrutura e Plano de Eficiência.

Na frente Consumer, a empresa pretende simplificar ofertas no pré-pago e no pós-pago e ampliar a participação dos canais digitais nas vendas e atendimento. No pós-pago, a intenção é acelerar migrações do pré, manter expansão no 4G e promover iniciativas de fidelização. A meta é reduzir o churn em “dois dígitos” e elevar o ARPU total em “um dígito alto” ao ano.

Na frente Móvel B2B a empresa quer ganhar relevância. Vai rever sua proposta de valor, oferecer soluções convergentes E2E, além de cortar custos a fim de aumentar eficiência e produtividade.

Na frente Digital, espera maior protagonismo no ecossistema de IoT, oferecendo serviços além da mera conectividade. Também vislumbra novas receitas como provedor de plataforma (analytics, BD e publicidade móvel). E manterá em curso a estratégia de agregação de oferta de conteúdo para suportar o crescimento da receita de serviço móvel atrelado ao fixo. No IoT, a TIM espera gerar receitas de até R$ 1 bilhão com a ativação de 30 milhões de linhas/chips.

Na frente de Infraestrutura a companhia promete acelerar a implementação de fibra, tanto no backbone, quanto no backhaul e no acesso (FTTH). Pretende chegar à marca de 1,5 mil cidades com banda larga por fibra, sendo mais de 4 milhões de homes passed com FTTH em 2021. Diz, também, que fará o lançamento de “ofertas globais de acesso à rede, de acordo com o mix de espectro que evolui para um uso mais
significativo do 4G vs. 2G e 3G até 2021”.

Na frente do Plano de Eficiência, a companhia quer ampliar em 12 milhões a quantidade de interações digitais dos clientes com a empresa, em detrimento do atendimento humano. A TIM também diz que vai acelerar a transformação digital de atividades voltadas “ao cliente, processos e sistemas internos”. Além da melhora da margem, que irá para 40% em 2020 em função de controle de custos.

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1 Comment

  1. Fabiano
    22 de Fevereiro de 2019

    Nesta reportagem, a frase “Pretende chegar à marca de 1,5 mil cidades com banda larga por fibra” está correta? É 1.500 cidades com FTTH até 2021?
    Se isso estiver correto a TIM tem um objetivo bem ambicioso a ser atingido. Nem a Vivo deve chegar perto disso.