TIM Brasil avaliará fusão com Oi só depois da RJ


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A TIM Brasil não descarta uma possível consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações na qual esteja envolvida. A empresa voltará a avaliar uma fusão com a Oi, dependendo do plano de recuperação judicial aprovado pela concessionária.

“Quando se fala de M&A [fusão], a gente mantém nossa posição: antes a Oi tem que resolver a recuperação judicial, e definir qual será a forma e quais acionistas vão liderar a empresa daqui para a frente”, afirmou Stéfano De Angelis, CEO da TIM.

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Segundo ele, qualquer saída não virá tão cedo. “Esse é um tema que não deve se resolver antes de 2018”, disse a jornalistas, durante a Futurecom 2017 – evento que acontece até amanhã, 05, em São Paulo.

Imobilidade

De acordo com o executivo, a TIM tem outra preocupação. Uma saída para a Oi precisa ser alcançada a fim de não prejudicar os clientes do atacado. “A gente tem um relacionamento de wholesale [atacado] relevante com a Oi, então temos preocupação com a continuidade do serviço”, resumiu.

Segundo ele, toda a indústria está em suspenso à espera de uma solução. “Resolver o problema da Oi é benéfico para a indústria. Ter uma grande empresa que tem uma componente muito relevante no setor em recuperação judicial não ajuda, desvia atenção dos stakeholders”, acrescentou.

Amos Genish na Telecom Italia

De Angelis se disse satisfeito com a nomeação de Amos Genish para o cargo de CEO da Telecom Italia, operadora europeia que é dona da TIM Brasil. Para o executivo, a mudança de comando torna mais fácil fazer a matriz compreender os dilemas locais, por causa da experiência prévia de Genish, fundador da GVT e ex-CEO da Telefônica Brasil.

“A mudança de comando na Itália é ótima. Ter um expert do Brasil como Amos Genish é um benefício. Explicar o que acontece em um país a 12 mil km a um italiano, que não tem tributação e leis como as daqui, é complicado. Ter uma pessoa que conhece melhor, facilita”, disse De Angelis.

Ele afirmou, também, que a nomeação de Genish não provocará mudanças na TIM Brasil. “Pelo contrário, será um impulso”, concluiu.

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