Tim aposta em reestruturação e portabilidade para recuperar rentabilidade


A Tim anunciou uma reestruturação em sua equipe de gerenciamento, como parte dos esforços para recuperar a rentabilidade perdida, após dois trimestres consecutivos de prejuízos. A operadora informou hoje prejuízos da ordem de R$ 34 milhões para o segundo trimestre deste ano, contra lucro de R$ 33,9 milhões em igual período do ano passado. Em …

A Tim anunciou uma reestruturação em sua equipe de gerenciamento, como parte dos esforços para recuperar a rentabilidade perdida, após dois trimestres consecutivos de prejuízos. A operadora informou hoje prejuízos da ordem de R$ 34 milhões para o segundo trimestre deste ano, contra lucro de R$ 33,9 milhões em igual período do ano passado.

Em comunicado ao mercado, a operadora informou a saída de Gianandrea Castelli Rivolta do cargo de diretor financeiro e de relações com investidores. O executivo será substituído por Cláudio Zezza, que entra junto com Beniamino Bimonte, que substitui Orlando Lopes Junior no posto de diretor de recursos humanos da empresa.

As mudanças ainda deverão ser aprovadas pela assembléia de acionistas da empresa, e Mario César Pereira de Araújo, presidente da Tim, vai assumir interinamente os dois cargos. Em teleconferência com jornalistas ele avaliou que “é normal dentro de uma empresa multinacional fazer trocas periódicas de executivos.” Após os resultados ruins do primeiro trimestre, a Tim contratou uma consultoria para auxiliar no processo de reestruturação.

Segundo Araújo, está prevista uma mudança em profundidade na estrutura, com a extinção do posto de gerente geral. “As mudanças estão sendo feitas com todo o cuidado, junto com a Itália, para manter o foco e não mudar o rumo da empresa”, afirmou, garantindo que não estão previstas mais mudanças para os próximos trimestres, além destas.

Portabilidade e infra-estrutura

Outra mudança que a operadora está promovendo é aumentar os investimentos em infra-estrutura própria. Estão previstos R$ 3,6 bilhões de investimentos para este ano, dos quais R$ 1,9 bilhão já foi gasto. “Estamos investindo mais em infra-estrutura própria para reduzir os custos operacionais, e isso passa por rede, otimização de custo e de processos, e definindo qual o melhor modelo”, destacou Araújo. A operadora está construindo backbone próprio para reduzir custos de interconexão de redes, processo que já está em fase de contratação em algumas localidades, principalmente nos grandes centros.

Outra aposta da operadora é a portabilidade, que deve entrar em vigor no início de setembro, de acordo com a última determinação da Anatel. Na opinião do executivo, com a portabilidade, será aberta uma grande oportunidade para a telefonia fixa, como também para o cliente final, “já que hoje existe uma falta de concorrência na telefonia fixa”. A Tim pretende estar com todo o sistema operacional pronto até setembro, para poder capturar parte dos clientes das outras operadoras. “A portabilidade é a grande oportunidade para  ingressarmos na telefonia fixa,onde não temos nada a perder, ” avaliou Araújo.

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