TIM aposta em gestão da base com micro-segmentação para elevar Arpu


A TIM apresentou nesta quarta-feira (31) os resultados do segundo trimestre em que demonstrou em receita, um avanço em pós-pago e dados, para além da ampla base de pré-pagos que a caracteriza. A base de pós-pago cresceu 13,9% ano a ano para 11,4 milhões, com o avanço no pós-pago excluindo M2M com alta de 19,6% no trimestre, na comparação com o ano anterior. A receita de serviços de valor adicionado (VAS) atingiu R$ 1,3 bilhão, alta de 25,3% na comparação ano a ano. Esses resultados levaram a uma redução da tendência de queda da receita média por usuário (Apru) da TIM no trimestre, de -0,7% na comparação anual, ante 3,6% negativos no primeiro trimestre de 2013 e -15,3% no segundo trimestre de 2012, ante um ano antes.  

No entanto, a base de pós-pagos de voz da operadora ainda representa apenas 13% do total, a de banda larga pós-pago apenas 1% e a conexão máquina a máquina (M2M), apenas 2%. No caso dos últimos dois segmentos, a TIM registrou queda de acessos no trimestre: de 8% na banda larga pós-paga e de 17,5% no M2M pós pago, na comparação anual.

No entanto, a TIM entende que tem construído uma base sólida para crescer nos segmentos de maior valor. Um dos destaques da companhia é a ampliação da base com smartphones, que atingiu 50% no trimestre, o que foi classificados pelos executivos como “o motor de crescimento para o avanço na transmissão de dados”. A venda de aparelhos forte no período impactou inclusive a margem Ebitda da operadora, de 24,9% no 2T13 ante 26,6% no ano anterior. Excluindo eventos não recorrentes, a margem Ebitda ficou em 25,3% no trimestre, enquanto a margem de Ebitda orgânico de serviços ficou em 31,5%, contra 32,1% no 2T12.

Além disso, os resultados apresentados pela TIM indicam a boa capacidade de gestão de sua base de clientes, afirmou o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, em conferência de apresentação e resultados realizada na BM&F Bovespa, após a companhia ter aberto as negociações em comemoração aos seus quinze anos de listagem. “Temos criado estímulos ao tráfego por meio de novos usos, trabalhando a micro-segmentação da nossa base”, explicou o executivo. A operadora apontou a criação de produtos específicos para o estímulo ao uso de dados por usuários pré-pagos, novos pacotes e recarga e serviços como o TIM Music como ações de micro-segmentação.

Em uma situação macroeconômica menos favorável e desaceleração do crescimento da base de acessos brasileira, a TIM vê especialmente na possibilidade de rentabilizar os atuais acessos como fonte de crescimento. “Continua existindo a possibilidade de alavancar essa enorme base de clientes”, declarou Abreu.

EILD e interconexão


A TIM informou que ainda não se beneficiou integralmente no segundo trimestre da nova regulamentação de Exploração Industrial de Linhas Dedicadas (EILD). Segundo Rodrigo Abreu, a operadora renegociou um contrato e deve ainda está em negociação em um segundo. “Uma parte dos ganhos ainda não se verifica nesse trimestre, esse é um impacto previsto para frente”, declarou o presidente da operadora. 

A receita bruta de interconexão caiu 5,7% no trimestre na comparação anual para R$ 894 milhões, impactadas pela opção da companhia de não contabilizar acessos de trimestres anteriores que seguem em disputa com outras operadoras  pelo corte da VU-M. Segundo a TIM, desconsiderando os efeitos não recorrentes, as receitas de interconexão do 2T13 seriam 0,9% menores na comparação ano a ano. 

Os custos de interconexão de rede, porém, ficaram praticamente estáveis (0,4% a.a.), por conta de uma taxa de VU-M mais baixa e a infraestrutura própria que tem aumentado. “Essa é uma tendência crescente”, frisou o diretor financeiro, Claudio Zezza, referindo-se à redução do custo com circuitos alugados, em um cenário de crescimento do tráfego total de 22,1% ano a ano. 

 

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