Tigre e Pinheiro lançam livro sobre inovação em serviços compartilhados


Associar inovação em serviços à economia do compartilhamento, nos dias atuais, não é tarefa fácil. Principalmente porque o assunto envolve um ecossistema que reúne plataformas como Airbnb, Uber e Groupon, que compartilham recursos, reduzindo os investimentos em ativos fixos; e outras como Amazon, Mercado Livre, Fintechs, ZAP Imóveis e WhastApp, que estão substituindo lojas físicas, bancos, corretores e serviços de telecomunicações. Isso sem falar no segmento de produção de conteúdo pelos usuários (Facebook, Linkedin, Google, Wikipédia) e naquelas plataformas (Spotify, Netflix, SaaS e Kindle, por exemplo) que transformam produtos em serviços.

O desafio de fazer uma análise profunda da inovação em serviços, sob a ótica da academia, com uma rica contribuição à literatura nacional, foi cumprido no livro Inovação em serviços na economia do compartilhamento, recém-lançado pela Editora Saraiva. Coordenado por dois profissionais da área econômica, com conteúdo produzido por 12 autores de áreas distintas do conhecimento, a obra aborda o tema também do ponto de vista jurídico (direitos autorais), administrativo, de sistemas (software e novas tecnologias), de novos modelos de negócios e de empreendedorismo.

Os coordenadores Paulo Bastos Tigre, professor titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Alessandro Maia Pinheiro, coordenador das Pesquisas Empresariais, Estruturais e Temáticas do IBGE, fazem uma avaliação da economia digital do compartilhamento com profundidade, indo além da visão econômica.

“A riqueza do livro está na visão de pessoas com qualificações diferentes”, acredita Paulo Tigre.

Entre os autores, há profissionais de áreas variadas – direito, administração, engenharia. São pesquisadores, especialistas em políticas públicas e em politica cientifica e tecnológica. Muitos capítulos resultaram de teses de doutorado; outros, de entrevistas em empresas nacionais e multinacionais que adotaram o compartilhamento, como o Cubo, do Itaú, e a rede Impact Hub; ou em um novo modelo de negócios, caso da plataforma OLX; e ainda estudos com startups que procuram desenvolver novas tecnologias.

“A inovação sempre esteve mais associada a produção industrial, e a parte de serviços foi negligenciada, embora este setor tenha uma participação no valor adicionado no PIB de 71% no Brasil”, observa Tigre, que resgata na obra a importância desse segmento na economia.

O livro aponta tendências, como a tecnologia blockchain, a internet das coisas (e a internet dos serviços – IoS), a inteligência artificial (IA), o big data, e o impacto dessas novas tecnologias em empresas com estabelecimentos físicos. Também examina os modelos de negócios adotados por plataformas para competir no mercado de bens e serviços digitais. E oferece um rico glossário, conceituando cada uma das tecnologias e terminologias citadas.

“Todas essas tecnologias afetam a vida das pessoas. Procuramos mostrar como funcionam na prática e a relação delas com setores específicos como saúde, cultura, educação”, acrescenta Alessandro Pinheiro.

Na obra, Pinheiro analisa as alternativas teóricas e metodológicas para medir atividades de inovação em serviços e explica porque inovações de natureza digital, financeira, organizacional, de marketing e relacionada a novos modelos de negócios não são adequadamente capturadas pelos indicadores convencionais. “O livro desafia as estatísticas tradicionais, que não enxergam a qualidade de vida, e sim a quantidade”, afirma.

A obra está à venda nas livrarias online SaraivaAmazon, lojas AmericanasSubmarinoShoptimeMagazine LuizaMercado LivreEditora do Direito.

(com assessoria de imprensa).

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