TIC e estádios de futebol, parte do legado da Copa de 2014 .


Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA de 2014 já podemos identificar parte do legado a ser adquirido com esse megaevento Os primeiros a se destacar são o legado da organização e planejamento para pleitear a candidatura do Brasil como sede da competição, e o da imagem do país, legado intangível, evidenciado pela divulgação …

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA de 2014 já podemos identificar parte do legado a ser adquirido com esse megaevento

Os primeiros a se destacar são o legado da organização e planejamento para pleitear a candidatura do Brasil como sede da competição, e o da imagem do país, legado intangível, evidenciado pela divulgação global do evento. Em constante desenvolvimento temos os legados da capacidade de  governança, gerenciamento e coordenação entre o público e o privado e o legado do conhecimento, por meio das experiências e produções técnico-científicas. Entre os benefícios futuros estão os legados do evento em si, através da geração de empregos, construção ou modernização de estádios, investimento na infraestrutura das cidades sede, equipamentos e sistemas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para atender à demanda exigida pela Copa.

Nesse contexto, a Tecnologia da Informação e Comunicação desempenhará um papel fundamental, a começar pela instalação do Centro Internacional de Imprensa, no Riocentro. Para suportar o trabalho dos milhares de profissionais de mídia que estarão em atividade nos estádios, e também atender às exigências de comunicação dos enormes contingentes de torcedores nacionais e estrangeiros – todos portando seus celulares, smartphones e outros dispositivos, transmitindo voz, dados e imagens em tempo real para o resto do mundo – haverá uma expressiva ampliação da rede de telefonia e de acesso à internet.

As TICs também participarão ativamente da comercialização de ingressos on-line, inserindo novas tecnologias como códigos de barras em smartphones, evitando a impressão de tickets. Fornecendo ferramentas como o cloud computing para compartilhar dados e informações com maior velocidade. Transmitindo jogos ao vivo para o mundo pela TV aberta, TV por assinatura, internet e redes sociais. Equipando as emissoras de televisão com programas que forneçam dados estáticos de partidas. Participando da segurança em estádios através dos circuitos fechados de TV (CFTV) –  obrigatórios pelo Estatuto do Torcedor para estádios com capacidade acima de 10 mil espectadores – softwares de reconhecimento facial, servidores de gravação e armazenamento de imagens, câmeras de alta definição e sensores biométricos (óptico e digital).

Os estádios serão uma excelente oportunidade de elevar as competições nacionais a níveis internacionais e futuramente poderão ser utilizados nas competições estaduais e nacionais como: Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro Séries A, B e C. Seguindo os padrões FIFA em seus respectivos projetos, contam com conforto, comodidade e segurança para torcedores, profissionais da imprensa, atletas, entre outros frequentadores. Logo, atrairão maior público, aumentando as rendas das partidas e abrindo portas para o fortalecimento dos clubes participantes. Além disso, a Copa se tornará referência para um upgrade em termos de administração e organização para todas as entidades envolvidas com o futebol.

Contudo, a manutenção e preservação das arenas da Copa precisam de planejamento e mais iniciativas inovadoras como o caso do estádio João Havelange (Engenhão) no Rio de Janeiro que irá servir como campus do curso de educação física da Universidade Gama Filho. Lembrando que as arenas são apenas parte de um legado, o sucesso e proveito dos positivos legados são resultantes da sinergia entre as diversas áreas (TIC, administração, marketing, governo, geografia, engenharia, direito, economia, logística, RH, entre outras) envolvidas no processo de  construção do megaevento.

Resta aguardarmos, trabalharmos e torcermos para que a Copa do Mundo seja um caso de sucesso internacional, gerando prestígio, dinheiro, inovações, oportunidades de negócio para o Brasil e que todo o legado seja perpetuado por longos anos.
 
Rômulo Reis é gestor esportivo da CBF e um dos apresentadores do tema “Impactos Estimados do Legado da Copa de 2014 e Jogos de 2016” no evento “TIC para Mega Eventos Esportivos”, dia 3 de agosto, em São Paulo.

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