Celular é a ferramenta preferida de acesso à internet no Brasil


O celular é a ferramenta preferida pelo brasileiro para acessar a internet. Segundo estudo divulgado hoje, 15, pelo Comitê Gestor da Internet no país (CGI.br), 76% das pessoas citam o telefone móvel quando pensam em navegar na rede. O aparelho é mais lembrado do que computador de mesa (54%), notebook (46%) e tablet (22%). O levantamento diz ainda que 84% dos usuários de Internet pelo celular afirmaram acessá-la todos os dias ou quase todos os dias.

O estudo mostra que houve um crescimento na quantidade de pessoas com 10 anos ou mais que acessaram a rede por meio do celular. O porcentual triplicou nos últimos três anos, indo de 15% em 2011 para 47% em 2014, o que representa, em números absolutos, 81,5 milhões de pessoas. O percentual de brasileiros de 10 anos ou mais que são usuários de internet chegou a 55%, o que corresponde a 94,2 milhões de usuários.

Os dados são da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta terça-feira (15) pelo CGI.br, por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), aponta avanço do uso dos telefones celulares para acessar a Internet.

Apesar do rápido crescimento do uso da Internet pelo celular em todas as classes sociais, a TIC Domicílios 2014 aponta a persistência da desigualdade no acesso à internet no país, tendo em vista os patamares mais reduzidos verificados nas áreas rurais e nas regiões Norte e Nordeste. O estudo foi realizado em mais de 19 mil domicílios brasileiros, entre outubro de 2014 e março de 2015, e tem o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

O estudo aponta estabilidade na proporção de domicílios que possuem computador (50%). Já os equipamentos portáteis (laptops e notebooks) registraram crescimento: 60% das residências com computador possuem notebooks, enquanto os tablets estão presentes em 33% dos domicílios. Pela primeira vez, a pesquisa mediu a disponibilidade de redes sem fio WiFi nos domicílios e constatou que 66% das moradias com acesso à internet dispõem desse tipo de rede.

“Percebe-se um cenário de múltiplos dispositivos tecnológicos convivendo no dia a dia do cidadão, o que indica uma tendência à portabilidade e à mobilidade. Esta combinação traz implicações para as atividades e para a frequência de uso da internet pelo cidadão e, possivelmente, contribui para que os dispositivos sejam cada vez mais utilizados de forma individual”, analisa Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Desigualdades no acesso domiciliar
A proporção de domicílios com acesso à Internet em 2014 é de 50%, o que corresponde a 32,3 milhões de domicílios em números absolutos. As desigualdades por classe social e área persistem: na classe A, a proporção de domicílios com acesso à Internet é de 98%; na classe B, 82%; na classe C, 48%; e entre as classes D e E, 14%. Nas áreas urbanas, a proporção de domicílios com acesso à Internet é de 54%, enquanto nas áreas rurais é de 22%.

Em 2014, as conexões residenciais realizadas por telefone celular foram incorporadas ao conceito de acesso domiciliar à internet, conforme recomendação internacional, o que contribui para explicar o crescimento de sete pontos percentuais neste indicador.

“Mesmo com o crescimento da internet móvel, o Brasil ainda encontra desafios para a universalização do acesso à internet no domicílio. A série histórica da TIC Domicílios tem mostrado a permanência da desigualdade no acesso, fato que precisa ser observado em sua complexidade pelos gestores públicos para a reversão deste quadro”, afirma Barbosa.

A atividade mais realizada pelos usuários de Internet nos três meses anteriores à pesquisa é o envio de mensagens instantâneas, a exemplo de chat do Facebook, chat do Skype ou WhatsApp (83% dos usuários de internet). A TIC Domicílios 2014 também aponta que a participação em redes sociais figura entre as ações mais citadas, com 76%. Já assistir filmes ou vídeos é comum a 58% dos usuários brasileiros.

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