Terra avança no mercado de música digital


O Terra entrou hoje, 31, oficialmente na briga pelo mercado de música digital. O provedor lançou o site Sonora, espécie de loja virtual que deve contar com 600 mil opções de músicas até o final do ano (hoje são 160 mil). Para tanto, a empresa, do grupo Telefônica, firmou contratos com as majors desse mercado, …

O Terra entrou hoje, 31, oficialmente na briga pelo mercado de música digital. O provedor lançou o site Sonora, espécie de loja virtual que deve contar com 600 mil opções de músicas até o final do ano (hoje são 160 mil). Para tanto, a empresa, do grupo Telefônica, firmou contratos com as majors desse mercado, a Sony/BMG, Warner e EMI, além da brasileira “alternativa” Trama.

Há duas formas de consumir no Sonora. Uma delas é uma assinatura mensal (R$ 14,90 para não associados do Terra) onde o internauta viaja pelo site, ouve as músicas que quiser (acesso a todo o catálogo), faz playlists, interage com outros participantes – enfim, há uma infinidade de recursos. A outra é o download propriamente dito – as músicas custam entre R$ 2,25 e R$ 2,99 – ele pode tocá-las em MP3 players ou gravá-las em CDs.

No mundo, o mercado de música digital movimenta US$ 1,1 bilhão de dólares por ano e já representa cerca de 6% do total de mercado de música, segundo dados da indústria fonográfica (IFPI). Mas, quando se fala de lançamentos, esse índice sobe para 16%. No Brasil, estima-se que, no ano passado, mais de 1 bilhão de músicas foram baixadas ilegalmente (por programas de troca de arquivos como o Soulseek). “Isso acontece porque há pouca oferta legal” explica Paulo Castro, presidente do Terra. O executivo espera que o Sonora atinja 50 mil assinantes e 250 mil músicas baixadas até o final deste ano.

Para Claudio Condé, presidente da Warner Music do Brasil, “as pessoas têm que ser educadas a pagar pela música”. Um dos selos da companhia, a Atlantic Records, já conta com 25% do seu faturamento proveniente do filão digital. “Esta é uma prioridade para nós.” Em outra major, a Sony/BMG, 7,2% do faturamento mundial da companhia vem da música digital. “Para nós, isso significa 50% mobile, 50% internet”, detalha Alexandre Schiavo, presidente da subsidária brasileira.  A expectativa da Sony é que, até 2010, esse percentual suba para 40%.

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