Telmex pode comprar operações da Millicom no Perú


A empresa de Carlos Slim estaria interessada nos ativos da operadora sediada em Luxemburgo, e que também atua na América Central, dentro da sua estratégia de desenvolver serviços fixos residenciais nos países da América latina. Segundo notícia divulgada em edição extraordinária da Convergencialatina, no Perú, em abril deste ano, a Telmex pagou US$ 5 milhões …

A empresa de Carlos Slim estaria interessada nos ativos da operadora sediada em Luxemburgo, e que também atua na América Central, dentro da sua estratégia de desenvolver serviços fixos residenciais nos países da América latina. Segundo notícia divulgada em edição extraordinária da Convergencialatina, no Perú, em abril deste ano, a Telmex pagou US$ 5 milhões por 50 MHz nas bandas de 3,4-3,6 GHz, e tem licença para prover telefonia local nas cidades de Lima e Callao. Quanto à Millicom, tem mais de 18 mil acessos sem fio em serviço, ativo que daria à Telmex blocos de freqüência nas faixas de 3,4 – 3,425 GHz e 3,5 – 3,525 GHz, tanto na capital, Lima, como em províncias do interior do país.

O foco da Millicom é atender pequenas e médias empresas, profissionais e usuários residenciais. Sua plataforma multisserviço tem capacidade para prover telefonia fixa sem fio, longa distância nacional e internacional, além de outros serviços de valor agregado.

Competir com a Telefónica

De acordo com Convergencialatina, o interesse da Telmex pela Millicom (que tem licenças sem fio e é orientada ao mercado corporativo) seria uma das opções da empresa mexicana para aumentar a sua presença regional e, em especial, comprar operadoras com licenças WiMAX para competir onde a Telefónica é incumbent. No caso peruano, a empresa espanhola domina o mercado de telefonia fixa, com mais de 95% das 2,3 milhões de linhas em serviço; é o único provedor de ADSL, con 320 mil conexões; e lidera o mercado de TV a cabo, através da filial Cablemágico, que tem 490 mil clientes.

No mês passado, Oscar Von Hauske, diretor de Sistemas e Telecomunicações da Telmex, informou que a empresa procuraria ampliar seus  mercados através de tecnologías sem fio, WiMAX em particular. Por isso, na Argentina, comprou a Ertach, e, na Colômbia, analisa a possibilidade de adquirir a Orbitel, ou outro operador WiMAX desse país.

TV a cabo, outra opção.

Além disso, a Telmex trabalha com diversas outras opções para ampliar suas operações regionais. Entre elas, comprar operadoras incumbents onde exista tal oportunidade, seja pela saída da empresa, ou via privatização, como foi o caso da CANTV (Venezuela), Embratel (Brasil, ex-incumbent de longa distância), Telgua (Guatemala), Enitel (Nicarágua).

Também continua avaliando a compra da Telecom Argentina (controlada pela France Telecom e Telecom Itália). Mais uma alternativa seria a aquisição de operadoras de TV a cabo para concorrer no segmento de serviços fixos residenciais, de olho no triple play, novamente onde a Telefónica é dominante, a exemplo do que fez com a NET (Brasil) e Superview (Colômbia). Pensa, ainda, na VTR (operadora de TV a cabo chilena que está solicitando autorização de MVNO), e uma associação (com) e/ou aquisição (da) Cablevisión-Multicanal (Argentina). De acordo com Convergencialatina, estuda, também, a compra da Impsat (Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador) e Iplan (Argentina).

(Convergencialatina)

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