Telmex aposta no mercado residencial brasileiro.


A Telefonos de México (Telmex), grupo mexicano de telecomunicações que no Brasil detém participações nas empresas Embratel, Claro e Net, informou ontem seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de US$ 529 milhões, o que representa redução de 26,7% em relação ao obtido no mesmo período de 2007. No …

A Telefonos de México (Telmex), grupo mexicano de telecomunicações que no Brasil detém participações nas empresas Embratel, Claro e Net, informou ontem seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de US$ 529 milhões, o que representa redução de 26,7% em relação ao obtido no mesmo período de 2007. No trimestre as receitas da empresa somaram 31 bilhões de pesos, queda de 5,5% frente aos 32,9 bilhões de pesos auferidos nos mesmos meses do ano anterior.

Telmex Internacional, divisão onde estão inseridos o Brasil e demais países latino-americanos em que a empresa atua, obteve 18,415 bilhões de pesos mexicanos em receitas, um aumento de 30% comparado a igual intervalo do ano anterior. No primeiro trimestre de 2008 as receitas no Brasil atingiram R$ 2,4 bilhões, avanço de 11,2% frente ao mesmo período de 2007. Os serviços locais e negócios de dados no país já representam 41% das receitas totais da Telmex Internacional, com aumento de 30,8% nas linhas de dados, e 38,1% nos serviços de acesso local, nos últimos doze meses.

Satélite e estratégia

Segundo afirmou hoje Oscar Solis, presidente da Telmex Internacional, o Brasil apresenta um grande potencial para ofertas conjugadas (triple play), e um grande mercado médio. A estratégia para o país é ampliar a participação nos serviços residenciais, especialmente no mercado de banda larga. O executivo destaca que a Telmex Internacional investira US$ 314 milhões na região este ano, sendo que deste total, mais da metade (U$ 158 milhões) serão destinados ao Brasil.

Solis considera a possibilidade da Anatel liberar a licença de DTH (transmissão de sinais de TV por meio de satélite) para a Embratel ainda este ano, “o que vai nos permitir oferecer serviços de double play (telefonia e televisão paga), atingindo regiões onde hoje não chegamos”. Ele salientou ainda o lançamento do satélite Star One C2, de Star One, empresa de satélite do grupo, realizado no último dia 18, “vai ampliar nossa cobertura não só no Brasil, mas em toda a região, auxiliando a oferta de serviços conjugados”, concluiu.

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