Telexpo: tendências para mercado de celulares


Uma mostra do que será a guerra pelo mercado de celulares – símbolo de status e um dos principais bens de consumo da atualidade – movimentou os estandes modernos e conceituais da Telexpo, feira que acaba hoje, 10, em São Paulo. O mercado para estes telefones no Brasil no ano de 2006 deve girar em …

Uma mostra do que será a guerra pelo mercado de celulares – símbolo de status e um dos principais bens de consumo da atualidade – movimentou os estandes modernos e conceituais da Telexpo, feira que acaba hoje, 10, em São Paulo. O mercado para estes telefones no Brasil no ano de 2006 deve girar em torno de 30 milhões de unidades, segundo fontes ouvidas pelo Tele.Síntese.

A maior aposta é a gama média – ou mid level. Ou seja, aparelhos não tão baratos, mas não tão caros (entre R$ 400 e R$ 700) – com um algo mais em termos de funcionalidades e design. Se, até agora, o mercado brasileiro se fundamentava em 75% na gama baixa, este percentual deve cair para 50%. A média deve subir de 20% para 40% e a alta de 5% para 10%. No hi-level, popularizaram-se as opções com EV-DO, EDGE, para alta taxa de transmissão de dados, bluetooth, cartão de memória, lentes Carl Zeiss, etc.

De telefones simples, quase exclusivamente para voz, o consumidor passará para uma tela colorida, uma câmera fotográfica embutida. Quem sabe um tocador de MP3 ou ainda um bluetooth. A perspectiva que anima os fabricantes é o aumento do mercado de reposição, que deve subir de 15% para 30% em 2006.

Antes de tudo, bonito

A coreana Samsung (CDMA e GSM) ) aposta no design como prioridade. “O telefone tem que ser, antes de tudo, bonito e depois funcional. É isso que chama a atenção do consumidor brasileiro”, explica André Varga, gerente da empresa. “É mais parecido com o europeu e diferente do americano, que não se importa com aparelhos grandes, com antena externa, mas não dispensam alta tecnologia”. Os ultrafinos (que variam entre 12mm e 18 mm) são a coqueluche do design, assim como as cores mais vibrantes, perfis arredondados e detalhes emborrachados.

A prioridade em relação ao design está dentro do conceito hi-life seeker. A pessoa procura um alto estilo de vida, mas não quer dizer que possa viver nesse padrão. Faz todo sentido no mercado brasileiro, onde apenas 5% da receita das operadoras é de dados e, mesmo assim, com SMS. Outras empresas que priorizam design são Kyocera (CDMA) e Motorola (CDMA e GSM). “Vamos conciliar o alto design com um preço 30% mais barato em relação a celulares mais sofisticados lançados no ano passado”, comenta Fábio Castanheira, gerente geral da Kyocera.

A Motorola, patrocinadora de eventos como o Fashion Week, lançou um produto com design que imita pedras de seixo (que decoravam seu estande) – o Peble.  A Pantech, coreana que entrou no mercado brasileiro no final do ano passado e abrirá sua primeira fábrica no país este ano, investiu em dois sliders (deslizantes) gama média (um CDMA e outro GSM) como foco no estilo, o “Pan Style”.

MP3

Se o ano passado foi das imagens, este 2006 estará devotado ao MP3, como quase todas as empresas destacaram em seus estandes. Aparelhos com interface de i-Tunes (programa da Apple, empresa do i-Pod) estão cada vez mais populares. “O MP3 tem a vantagem de realmente substituir um i-Pod, enquanto um celular que tira fotos não substitui uma câmera fotográfica. É um produto completo”, explica Castanheira, da Kyocera.

A maioria dos aparelhos será lançada até o dia das mães ou no primeiro semestre, alguns já estão na praça. Mas muitos terminais mostrados na Telexpo não passam ainda de meros objetos de desejo para os brasileiros. A LG talvez tenha batido o recorde de criatividade com seu device com bafômetro. A pessoa, depois de umas doses, sopra ali e pode ver, na telinha, um carrinho em velocidade. Caso ele se desgoverne, significa que o dono do aparelho deve entregar o volante para outra pessoa. Além disso, a empresa coreana, que pretende vender 6,3 milhões de aparelhos no Brasil em 2006, mostrou um celular que funciona como controle remoto – serve para o DVD ou brinquedos remotos. Outro modelo imita um carro mesmo, com faróis aparentes e teclas fazendo barulho de buzina.

Ainda no quesito “tendências e conceitos”, a Samsung demonstrou um aparelho com TV digital móvel, que será lançado na Alemanha à época da Copa do Mundo (e também está na Cbit), e outro com câmera digital de 8 megapixels (padrão profissional). Pode-se dizer que é uma câmera com celular e não o contrário. Outra tendência que deve virar realidade a partir de 2007. Como se pode perceber, fazer ligações não é mais a grande prioridade no mundo dos devices móveis.
 

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