Teles partem em defesa de seu modelo de negócios


30/06/2006 –  Com a decisão da TV digital anunciada ontem, as operadoras de telecomunicações brasileiras intensificam a movimentação para preservar o seu modelo de negócios. E as estratégias passam pela   elaboração de uma nova legislação que assegure a interconexão de todas as redes digitais, pela aquisição de licenças de TV por assinatura e pela oferta …

30/06/2006 –  Com a decisão da TV digital anunciada ontem, as operadoras de telecomunicações brasileiras intensificam a movimentação para preservar o seu modelo de negócios. E as estratégias passam pela   elaboração de uma nova legislação que assegure a interconexão de todas as redes digitais, pela aquisição de licenças de TV por assinatura e pela oferta de IPTV.

O primeiro lance, que deverá provocar uma acalorada briga judicial, virá em julho, com a anunciada venda da concessão de TV a cabo  Way Brasil, que atua em Belo Horizonte – o edital está na rua ao preço mínimo de R$ 80 milhões. A Telemar deverá disputar o leilão, avisa um de seus executivos. E completa: “Quero ver quem consegue justificar que uma tele possa entrar no mercado de TV por assinatura com o DTH e não possa com o cabo. O serviço é o mesmo. Só muda o meio de transmissão”, numa insinuação clara ao anúncio da Telefônica de que irá ingressar no mundo da TV por assinatura via satélite.

A Brasil Telecom, por sua vez, mesmo insistinto em que não quer produzir conteúdo audiovisual no país, avisa: “No segundo semestre, viremos com tudo na oferta do IPTV”.

Já as móveis vão trabalhar para acabar com as amarras legais. A Acel já começa procurar o Poder Legislativo para defender a elaboração de uma lei que obrigue a interconexão da rede de TV digital com as demais redes digitais brasileiras. “A interconexão irá assegurar ao usuário o poder de escolha sobre o canal de retorno. Só assim, a sociedade poderá ter ganhos efetivos com a digitalização dos sinais de TV”, advoga um executivo. Outras empresas querem discutir a emenda Maguito Villela, que tramita no Senado, e que proibe empresas de capital estrangeiro de transportar qualquer tipo de conteúdo audiovisual.

Anterior TV digital: transição não acontece por decreto. É preciso um plano de governo.
Próximos Fabricantes jogam suas fichas no low end