Teles garantem cobertura satisfatória nos estádios durante a Copa


As operadoras de telefonia móvel colocarão toda a capacidade de espectro disponível para garantir a coberturas 2G, 3G e 4G satisfatórias nos 12 estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo, mas em seis estádios, onde não foi possível instalar a rede wifi, pode haver congestionamento em horários de pico. Na abertura do mundial, especificamente, a vazão de dados demorará mais do que o em outros estádios, em função da falta de rede wifi na Arena São Paulo.

É o que garantiu o diretor executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, nesta terça-feira (3). Ele informou que as cinco prestadoras investiram em um projeto conjunto R$ 226 milhões na instalação de fibras ópticas, antenas e equipamentos, ou seja, a cobertura indoor nos estádios com capacidade para suportar, em uma única hora por estádio, cerca de 300 mil chamadas de voz, com duração média de 2,4 minutos, e cerca de 24 mil conexões de dados. Para a Copa do Mundo, os estádios terão, em média, 43% a mais de capacidade que a ofertada na Copa das Confederações.

No caso da Arena São Paulo (Itaquerão), além da falta de rede wifi, o atraso da obra impediu que outros pontos do estádio, como locais de deslocamento dos torcedores, vestiários e hall de entrada também tivessem cobertura do serviço celular. O mesmo acontece com o estádio de Curitiba, a Arena da Baixada, onde as empresas tiveram menos da metade do tempo ideal para instalação da infraestrutura.

Outros quatro estádios também não têm redes wifi em função da dificuldade de negociação com as administrações dos espaços: o Mineirão, em Belo Horizonte; o Castelão, em Fortaleza; a Arena de Pernambuco; e Arena das Dunas, em Natal. Nos outros seis, a rede wifi está pronta, mas o acesso é gratuito para os clientes de cada operadora, que necessitarão de login e senha para usar, com exceção dos usuários da Claro, que entram automaticamente. É o caso do Mané Garrincha, em Brasília; Maracanã, no Rio de Janeiro; Fonte Nova, em Salvador; Arena do Pantanal, em Cuiabá; Arena Amazônia, em Manaus; e Beira-Rio, em Porto Alegre.

Ao todo, a Vivo, Claro, TIM, Oi e Nextel implantaram mais de 164 mil metros de fibras ópticas, 3.724 antenas de celular e 1.014 antenas de wifi. Além disso, as operadoras reforçaram os sinais nas antenas instaladas próximas aos estádios. Já a vazão do tráfego fora dos estádios fica por conta da infraestrutura de cada operadora individualmente.

Legado
Segundo Levy, as operadoras deixarão como legado para as cidades-sedes toda a infraestrutura nos estádios, além de acréscimo de 28% na infraestrutura existente, mais de 15 mil antenas novas 3G e 4G instaladas entre 2013 e 2014, 120 mil pontos de wifi instalados pelas cidades e 10 mil km de fibras ópticas implantada. Ao todo, os investimentos das operadoras chegaram a R$ 1,3 bilhão.

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