Teles garantem capacidade máxima em estádios, mesmo sem concluir projetos.


A cobertura móvel de voz e dados nos estádios da Copa das Confederações estará com capacidade máxima de banda de posse das operadoras, mas não terão todas as antenas projetadas por falta de tempo. A informação foi dada nesta terça-feira (11) pelo presidente executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy. Ele informou que as operadoras tiveram metade do tempo pedido para instalação dos equipamentos e, mesmo trabalhando em três turnos, foram atrasadas pelas obras que ainda acontecem em todas as arenas.

Os projetos estão mais adiantados nos estádios de Brasília, com 85% das antenas já instaladas, e do Castelão, em Fortaleza, com 77% dos sites. Nos quatro restantes, a situação é de alerta, avalia Levy, mas admite que as antenas instaladas possam ser suficientes para atender a demanda. A pior situação é a do estádio de Recife, com 57% das antenas, seguido do Maracanã, no Rio de Janeiro, com 68% dos sites. O Mineirão, em Belo Horizonte, está com 70% e a Fonte Nova, de Salvador, com 71%.

A capacidade projetada para o estádio Mané Garrincha que vai receber o jogo de abertura da Copa das Confederações no próximo sábado (15), por exemplo, é de 37,8 mil chamadas de voz por hora, 12 mil comunicações de dados via tecnologia 3G e 9,8 mil via 4G. Segundo Levy, a capacidade máxima projetada está acima da necessária para atendimento da demanda, levando-se em conta que os projetos de telecomunicações são baseados em estatísticas. Mas admite que, se todas as pessoas presentes na arena usarem os celulares, metade delas poderá ter dificuldades de comunicação. A capacidade de público do Mané Garrincha é de 71 mil pessoas.

“De qualquer forma, a Copa das Confederações será um ótimo teste para o que as operadoras poderão ofertar na Copa do Mundo, em 2014”, disse Levy. E assegura que os ajustes serão feitos após os jogos. Ele afirma que a cobertura indoor não era uma obrigação dos editais da Anatel nem está claramente incluída nos cadernos de obrigações assinados entre a Fifa e o governo. A Anatel entende, no entanto, que essa obrigação existe.

Projeto

As cinco operadoras – TIM, Claro, Vivo, Oi e Nextel – investiram R$ 110 milhões na cobertura, a uma média de R$ 18 milhões por arena. A tecnologia usada foi a DAS, a mesma utilizada nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e inédita no Brasil. Ao total, serão instaladas perto de mil antenas, embora até ontem, dia 10, tenham sido implantada 767 antenas, além de milhares de quilômetros de cabos de fibras ópticas. Os equipamentos de todas as operadoras estão instalados em sala com 200 metros quadrados e a infraestrutura será compartilhada.

A cobertura projetada atende as tecnologias 2G, 3G, 4G e IDEN e garante a cobertura nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso e estacionamento. Com esses equipamentos, os torcedores dependerão menos das antenas externas convencionais.

A conclusão dos projetos foi prejudicada em função do pouco tempo que as arenas deram. No estádio Mané Garrincha, por exemplo, as prestadoras tiveram 69 dias de trabalho; em Salvador, 66 dias; 64 dias em Fortaleza; 53, em Recife; 50 em Belo Horizonte e 47 dias no Rio de Janeiro. O prazo mínimo pedido foi de 120 dias. Para superar o atraso, as empresas mantiveram 720 pessoas trabalhando.

Levy disse que a dificuldade maior é porque as antenas e as fibras ópticas são, em sua maioria, instaladas na cobertura dos estádios, que ficaram prontas nos finais das obras. Além disso, outros contratempos foram enfrentados pelas operadoras como falta de energia, salas alagadas e estádios fechados para obras em dias de eventos testes. Ele destacou também a participação decisiva do governo federal para fechamento dos acordos com as arenas.

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